ultrassom endovaginal
4 de outubro de 2018

Ultrassom endovaginal: qual a importância do exame?

O ultrassom endovaginal é um exame diagnóstico não invasivo utilizado para a avaliação dos órgãos reprodutivos femininos, incluindo o útero, os ovários e o colo uterino. Como o próprio nome já diz, é um exame realizado por via endovaginal e emite ondas sonoras em vez de radiação para gerar imagens em movimento das estruturas pélvicas.

Muitas mães têm dúvidas sobre o quanto esse procedimento pode ser perigoso para o bebê. Na verdade, ele é inofensivo. Ainda não entendeu tudo que precisa sobre o procedimento? Explicaremos com mais detalhes a seguir.

Quando o ultrassom endovaginal é indicado?

Também conhecido como ultrassom transvaginal, permite visualizar, de forma mais próxima e com melhor nitidez, as estruturas dos órgãos pélvicos femininos. Entre suas indicações estão a investigação e acompanhamento em casos de suspeita de endometriose; o preparo, avaliação e acompanhamento da localização do DIU (Dispositivo Intrauterino, um método contraceptivo interno, implantado no útero); o rastreamento de nódulos e massas pélvicas, como mioma e câncer; esclarecimento de sangramentos anormais e problemas menstruais, entre outros diagnósticos.

Na medicina obstétrica, o ultrassom endovaginal é o primeiro a ser realizado, assim que o teste de gravidez é positivo, em geral, a partir de 6 semanas de gestação.

O objetivo principal é para avaliar as condições iniciais da gestação: se houve a implantação do embrião no útero, se o embrião está nas trompas, se a gravidez é gemelar ou única, conferir o tempo gestacional através da medida do tamanho do embrião (quanto mais precoce o exame, mais preciso será a datação da gestação), diagnosticar descolamento de placenta, etc.

Ele também é utilizado como auxiliar durante o tratamento de fertilização assistida e na medida do colo uterino (investigação de incompetência istmo cervical).

Como é realizado e qual a sua importância?

Em alguns casos especiais, um método denominado infusão salina sonográfica (histerossonografia) poderá ser utilizado para melhor avaliação da cavidade endometrial. Por meio desse método, um pequeno cateter é introduzido na cavidade uterina e uma solução fisiológica é injetada para facilitar a visualização de leiomiomas uterinos ou de pólipos endometriais. Os principais passos do exame são:

  • Inserção de um espéculo esterilizado no canal vaginal;
  • Limpeza do colo do útero com uma solução anti-séptica;
  • Introdução de um cateter até o fundo do útero;
  • Injeção de uma solução fisiológica estéril;
  • Remoção do espéculo;
  • Inserção do transdutor ultrassonográfico dentro do canal vaginal.

O preparo para realização do exame é simples. O ultrassom transvaginal geralmente é realizado com a bexiga vazia ou parcialmente repleta. A paciente não estará com nenhuma vestimenta, utilizando somente um avental. Não há contraindicações para ser realizado durante o período menstrual (caso a paciente esteja menstruando e utilizando um tampão vaginal, o médico deverá solicitar a retirada do tampão).

O exame não é doloroso, apesar de algumas mulheres sentirem desconforto da pressão causada pelo transdutor dentro do canal vaginal. Apenas uma pequena porção do transdutor é colocada dentro da vagina.

04O ultrassom endovaginal é imprescindível para os cuidados com a saúde da mulher. Por meio desse exame, é possível identificar disfunções ou mesmo ter a certeza de um diagnóstico positivo dos órgãos sexuais e reprodutivos femininos. Já realizou ou pretende realizar esse exame porque está buscando realizar o sonho de ser mãe mas está com dificuldades? Agenda uma consulta agora mesmo com um de nossos especialistas, pois estamos prontos para acolher você e seu sonho.

Dr. Bruno Scheffer

Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
Dr. Bruno Scheffer

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