Tratamentos para engravidar
30 de abril de 2019

Tratamento para Engravidar: 7 deles que você precisa conhecer

A dificuldade para gerar filhos é uma situação bastante delicada que, na maioria das vezes, leva o casal ou a pessoa a sentir emoções como decepção, ansiedade, depressão, raiva, desespero, culpa entre outras. Felizmente, a medicina moderna já conta com vários tratamentos que podem afastar de vez estes sentimentos e tornar o sonho da maternidade e da paternidade realidade.

Por isso, neste artigo, vamos apresentar 5 dos tratamentos para engravidar existentes que você precisa conhecer! Confira com a gente.

FERTILIZAÇÃO IN VITRO E SUAS POSSIBILIDADES: ICSI E PGD

A Fertilização in vitro ou FIV é um dos procedimentos médicos mais assertivos que foram criados para tratar a infertilidade. A FIV tem por característica:

  • A fecundação do óvulo feita em laboratório;
  • A fertilização e cultura do embrião também feitas em laboratório;
  • A transferência do embrião já fecundado para o útero da mulher após período de 2 a 6 dias da fertilização.

Atualmente existem duas técnicas principais para realizar a fertilização in vitro:

  1. Clássica: cerca de 200 mil espermatozoides são necessários para tentar fecundar um óvulo
  2. ICSI – Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides: o procedimento consiste em introduzir o espermatozóide dentro do óvulo através de uma fina agulha, ultrapassando a barreira de entrada do óvulo. Esta técnica revolucionou a infertilidade de causa masculina, pois precisa de apenas um espermatozóide por óvulo, diferente da Fecundação In Vitro clássica, que necessita em torno de 200 mil espermatozóides por óvulo.

A FIV é aliada a técnicas como a ICSI surgiu para aumentar significativamente as chances de sucesso no tratamento para engravidar que o casal tão almejada. Afinal, com tamanha precisão, a chances de sucesso são altíssimas já na primeira tentativa.

Além disso, a FIV pode acontecer contando com o apoio da PGD. Essa sigla vem do inglês, Pre Implantation Genetic Diagnosis. Em português a tradução seria Diagnóstico Genético Pré-implantacional. Esse diagnóstico é utilizado para avaliar doenças gênicas e permite selecionar embriões bons antes de sua transferência, sem prejudicar seu desenvolvimento posterior.

A FIV PGD é indicada para casais que apresentam doenças genéticas hereditárias, mulheres em tratamento para engravidar com idade avançada, casais com histórico de falhas em tratamentos de Reprodução Assistida ou abortos de repetição, homens em tratamento com alterações espermáticas severas e casais portadores de doenças genéticas.

INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL

A Inseminação Artificial também é um tratamento para engravidar, na qual há a inserção de espermatozoides no interior do útero para que eles cheguem até as tubas uterinas, encontrem os óvulos e os fertilizem para formar o embrião, facilitando assim o encontro do espermatozoide com o óvulo.

Contudo, a assertividade é menor que a da FIV, já que nem sempre os espermatozoides conseguem fecundar o óvulo e nesse tratamento é necessário não só a permeabilidade das trompas mas também a funcionabilidade. No caso de endometriose e idade avançada, o Ibrra indica a FIV devido às baixas taxas de sucesso.

DOAÇÃO DE ÓVULOS

Ter filhos é um sonho de muitas pessoas. Porém, algumas mulheres são incapazes de engravidar por não possuírem óvulos. A óvulodoação surge como um novo tratamento para engravidar, no qual duas pacientes em tratamento para infertilidade podem se ajudar mutuamente.  

A óvulodoação acontece em dois casos. No primeiro, envolve uma pessoa que precisa realizar o tratamento, tem menos de 35 anos, verifica através de exame que tem os óvulos sadios, mas constata que o problema de infertilidade é do marido.

Neste caso, metade dos óvulos dela pode ser doada para outra mulher de forma altruísta ou com ajuda do custeio do seu tratamento pela receptora, que pode pagar parte ou todo o tratamento.

A segunda opção envolve mulheres abaixo de 35 anos que querem ajudar outras mulheres. Elas passam pelos exames de verificação, em um check-up geral, e doam, de maneira anônima e sem caráter comercial.

A idade limite para doação é 35 anos, sempre prezando pelo sigilo sobre a identidade dos doadores de gametas e embriões, bem como dos receptores. Em situações especiais, as informações sobre doadores, por motivação médica, podem ser fornecidas exclusivamente para médicos, resguardando-se a identidade civil do doador.

O tratamento consiste nos seguintes passos:

  1. Estimulação dos ovários da mulher que doará óvulos (doadora);
  2. Captação destes óvulos por via vaginal;
  3. Doação de parte (no caso da doadora também estar sendo tratada) dos óvulos para outro casal ou mulher;
  4. Fertilização dos óvulos doados com os espermatozoides do casal receptor;
  5. Transferência dos embriões formados para o útero da mulher receptora.

 

ÚTERO DE SUBSTITUIÇÃO

Conhecido popularmente como “barriga de aluguel”, esse método tão importante ainda gera dúvida e grande receio em muitos casais. Esse termo tão conhecido é inadequado e dissemina uma desinformação, pois o procedimento é sério, repleto de requisitos e proporciona a realização de muitos sonhos.

É indicado quando a mulher não pode engravidar, seja por não ter útero ou pela presença de doenças graves que contraindicam a gravidez, mas possui óvulos capazes de gerar um bebê. Portanto, a mulher doa os óvulos, o homem doa os espermatozoides e uma segunda mulher doa temporariamente seu útero para gerar o bebê.

Esse tratamento para engravidar também pode ser utilizado por casais homoafetivos. Falando nisso, confira as melhores opções para essas famílias.

 

COITO PROGRAMADO

Essa é uma alternativa mais branda de tratamento da infertilidade, além de ser mais barata e acessível. O coito programado é indicado para casais jovens que não têm alterações laboratoriais significativas ou causas aparentes que justificam a dificuldade de engravidar.

Para facilitar a fecundação de maneira natural, a mulher utiliza medicamentos (indicados pelo médico de acordo com o perfil da paciente e seu histórico) no início da menstruação, a fim de estimular a ovulação. Após comprovação por exame do estímulo, a mulher recebe uma dose do hormônio hCG para prolongar a estimulação. Dessa maneira, o casal se permite manter relações sexuais — por isso, o nome “coito programado”.

As taxas de sucessos do coito programado são altas, uma vez que essa técnica é utilizada para casos específicos, que precisam apenas de um “empurrãozinho” para a fecundação ocorrer. Um recado muito importante para as tentantes é que a mente faz toda diferença nas chances de engravidar. Muitas vezes, a ansiedade e o estresse não permitem que o sonho seja realizado.

Por isso, o IBRRA oferece suporte psicológico para a família dos pacientes. Esse acompanhamento faz toda diferença.

 

INDUÇÃO PARA OVULAÇÃO

Você sabia que uma das fases do tratamento FIV é a estimulação ovariana? Isso mesmo. Injeções diárias de hormônios são realizadas com o intuito de estimular os ovários para a produção de mais de um óvulo. O período pode variar entre 7 e 10 dias e é crucial para atingir melhores taxas de sucesso com a FIV.

Algumas mulheres possuem dificuldade para engravidar por apresentarem problemas na ovulação. Algumas têm ovulação irregular, que pode ser consequência ou não da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), por exemplo.

A SOP é causada pela alta produção de testosterona no organismo feminino, que altera a ovulação e o ciclo menstrual. Os folículos acumulados no ovário causam diversos problemas na mulher, incluindo a infertilidade.

Nesses casos, um tratamento indicado é a indução da ovulação, que consiste na utilização de medicamentos prescritos pelo ginecologista ou especialista em reprodução humana:

  • Medicações orais: o medicamento deve ser ingerido durante três ciclos menstruais, e a paciente deve realizar visitas médicas periódicas de acompanhamento (conforme solicitação do médico);
  • Medicações parenterais (injetáveis): comumente prescritas após os primeiros três ciclos com indutores orais (menos invasivos e mais baratos), mas que não alcançaram o resultado esperado.

Existem algumas contra-indicações e benefícios específicos da indução da ovulação. Você pode conferir detalhes do tratamento neste artigo “Indutor de ovulação: o que é e como ele pode impactar o corpo da mulher”.

 

TRATAMENTOS PARA CASAIS HOMOAFETIVOS

As novas normas aprovadas em 2011 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) permitem que a técnicas de reprodução humana sejam desenvolvidas, independentemente do estado civil ou orientação sexual, ou seja, pessoas do mesmo sexo e/ou mulheres solteiras.

Dessa maneira, cada vez mais casais homoafetivos  e mulheres solteiras têm procurado clínicas para realizar o sonho de aumentar a família. Entenda quais são as melhores opções para casais homoafetivos feminino e masculino.

  • Casal homoafetivo formado por dois homens: o casal de homens deve realizar a FIV com óvulos doados e a gestação de substituição. O sêmen utilizado pode ser de ambos. Os padrões estabelecidos pela legislação brasileira determinam que a mulher doadora do útero precisa ser da família de um dos interessados, num parentesco consanguíneo até o quarto grau;
  • Casal homoafetivo formado por duas mulheres: elas podem optar pela inseminação artificial (na qual uma das duas gera o bebê) ou pela FIV (ambas podem participar do processo, sendo que uma pode fornecer os óvulos para formar os embriões que serão transferidos ao útero da outra parceira).

Deu para perceber que existem várias opções de tratamento para engravidar. O avanço da medicina proporcionou a realização do sonho de ter um filho a muitos casais. Se você tem interesse sobre esse assunto, saiba que o IBRRA sempre prepara conteúdos de credibilidade para você. Curta nossa página no Facebook e fique por dentro das nossas novidades! Te esperamos lá!

Dr. Bruno Scheffer

Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
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