Sangramento na Gravidez
23 de agosto de 2017

Sangramento na gravidez é normal?

Muitas grávidas ficam apreensivas e angustiadas quando aparecem sinais de sangramento ao longo do período da gravidez. Vários pensamentos vêm à tona na cabeça da futura mamãe, que já imagina o pior, como problemas com o bebê ou com a gestação.

Mas é preciso ter calma! Poucas mulheres sabem que 20 a 40% das gestantes apresentam um caso de sangramento vaginal nos três primeiros meses da gravidez. Em muitos casos, esse sangramento é normal e possui causas diversas.

Se você tem dúvidas sobre esse assunto, continue lendo este artigo que preparamos especialmente para você!

QUAIS AS PRINCIPAIS CAUSAS DO SANGRAMENTO NA GRAVIDEZ?

Em muitos casos, o sangramento não está relacionado a problemas para a mãe ou o bebê. Algumas causas possíveis de sangramento na gravidez são:

  • Variações hormonais;
  • Lesões ou feridas na vulva, vagina ou útero;
  • Gravidez ectópica (gravidez anormal que ocorre fora do útero);
  • Ameaça de abortamento;
  • Miomas ou pólipos;
  • Sangramento de escape (em alguns casos, os hormônios fazem com que haja um pouco de sangramento na mesma época em que você estaria menstruando se não estivesse grávida).

É muito comum que o sangramento ocorra, ainda, no processo chamado “implantação” (momento entre o sexto e décimo dia posterior à fecundação do óvulo em que o embrião se fixa na parede uterina). Isso ocorre devido à ruptura de pequenas veias e artérias que irrigam o endométrio durante o processo.

É fundamental identificar a origem do sangramento na gravidez para que seja realizado o tratamento adequado. O médico pode solicitar ultrassonografia transvaginal, exame ginecológico, exames de sangue, dentre outros, para obter um diagnóstico.

É NORMAL SANGRAR DEPOIS DA FERTILIZAÇÃO IN VITRO (FIV)?

Da mesma forma que ocorre o sangramento após a implantação do embrião no endométrio depois de uma fertilização espontânea, o mesmo pode ocorrer durante a implantação do embrião na FIV.

Nesse caso, a ansiedade se torna ainda maior, porque a mulher realizou a FIV e está na expectativa de confirmar se está grávida, então, pode presumir que o sangramento na gravidez é um problema sério ou o início da menstruação.

Em quadros de infertilidade feminina, esse assunto torna-se ainda mais delicado, pois a mulher já se encontra em um momento peculiar, em que são necessários atenção e cuidado para que o sonho de ser mãe se realize da melhor maneira possível.

SANGRAMENTO NA GRAVIDEZ ANTES DO TERCEIRO MÊS

É considerado normal um pequeno sangramento ocorrer nas primeiras semanas, pois pode significar apenas a acomodação do saco gestacional, primeira estrutura que irá abrigar o embrião. Quando ele se implanta na parede do útero, algum vaso sanguíneo pode se romper, causando o sangramento.

Quanto o sangue sai aos poucos e possui uma coloração marrom escura (parecendo uma borra de café), pode ser indício de deslocamento do saco gestacional. Neste cenário, o acompanhamento deve ser ainda mais rigoroso. A mulher deve ficar de repouso e, em alguns casos, são indicados inibidores de contração uterina.

SANGRAMENTO APÓS O TERCEIRO MÊS: POR QUE ACONTECE

É importante lembrar que o sangramento na gravidez a partir do terceiro mês é cada vez menos comum, mas pode ocorrer pelos seguintes motivos

  • Após uma relação sexual;
  • Devido a um esforço físico, como elevação de peso;
  • Devido a tosses e espirros;
  • Após um exame de toque vaginal. 

Depois do quinto mês, os sangramentos podem ser sinal de placenta prévia. Isso acontece quando a placenta se desloca para a porção mais baixa da cavidade uterina, recobrindo ou se aproximando do canal do parto.

A placenta é responsável pela oxigenação e alimentação do feto e, durante a gravidez, ela se move conforme o útero se estende. A placenta tende a ficar mais baixa no início da gestação, mas se movimenta para cima ao longo do período gestacional.

Quando a mulher se aproxima ao final da gravidez, o risco é o descolamento prematuro da placenta, mais comum após o sétimo mês e em gestantes com pressão alta. Trata-se da separação antecipada de parte ou da totalidade da placenta da parede do útero, o que pode afetar o processo de suprimento de oxigênio e nutrientes ao bebê.

COMO SABER SE TIVE UM ABORTO ESPONTÂNEO?

Um sangramento durante a gestação infelizmente também pode indicar um aborto espontâneo, que é a gravidez interrompida de forma natural até a 22ª semana de gestação, quando o feto pesa menos de 500 gramas e os seus principais órgãos ainda não se desenvolveram.

Principais sintomas de aborto espontâneo:

  • Sangramento marrom-rosado;
  • Presença de coágulos maiores e liberação de um tecido cinza;
  • Dores intensas (nas costas, no abdômen e nas pernas), seguidas de sangramento abundante;
  • Surgimento de febre (devido à inflamação no útero);
  • Tonturas.

Esses sintomas vêm acompanhados da diminuição dos indícios de gestação, como enjoos e sensibilidade nas mamas.

Cerca da metade de todos os casos de aborto se devem a anomalias cromossômicas (embriões que não se desenvolvem nas primeiras etapas de divisão celular e, por isso, não possuem condições de sobreviver). Outras causas são:

  • Fator aloimune (o corpo entende que o feto é um organismo estranho, e o rejeita);
  • Lúpus e outras doenças autoimunes;
  • Problemas endócrinos;
  • Alterações da tireoide;
  • Diabetes;
  • Miomas uterinos;
  • Predisposição à trombose;
  • Obesidade ou magreza extrema;
  • Infecções graves;
  • Uso de medicamentos;
  • Maus hábitos: drogas, alcoolismo, tabagismo.

PRINCIPAIS CUIDADOS NA GRAVIDEZ

Ser mãe é um momento peculiar, que requer inúmeros cuidados. Para evitar qualquer problema, leve em consideração as seguintes indicações:

  • Mantenha uma alimentação saudável;
  • Não realize exercícios de grande impacto;
  • Realize visitas regulares ao médico e realize todos os exames solicitados por ele;
  • Abandone o cigarro e as bebidas alcoólicas;
  • Elimine ou diminua significativamente o consumo de cafeína.

Cerca de 25% das mulheres têm perda de sangue no primeiro trimestre sem que isso represente qualquer perigo para a gravidez. Após as 24 semanas, o quadro se torna preocupante. Em todos os casos, é fundamental o acompanhamento de um obstetra ou um especialista em reprodução humana de confiança.

Por isso, se você possui dificuldade para realizar o sonho de ser mãe e busca por uma clínica de credibilidade, saiba que o Ibrra está pronto para acolher você e a sua família com todo carinho e zelo.

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Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
Dr. Bruno Scheffer

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