Reposição Hormonal: O que é e porque fazer
10 de julho de 2017

Reposição Hormonal: O que é e porque fazer

Os hormônios regulam nosso organismo e são diretamente responsáveis pelo seu funcionamento. Com a idade avançada, os níveis dos hormônios no corpo diminuem, causando a menopausa e a andropausa.

O estrógeno reduz 30% aos 50 anos, com flutuações na menopausa. Já a progesterona tem queda de 75% entre os 35 e 50 anos, com contínuo declínio. Após a menopausa, ela praticamente desaparece. Esse hormônio tem a finalidade de manter a gravidez e proteger contra o câncer de endométrio (revestimento do útero), pólipos e miomas.

A testosterona baixa 40% entre os 40 e 60 anos e, aos 80 anos, fica praticamente zero. O DHEA (hormônio produzido pelas glândulas supra-renais em homens e mulheres) diminui 50% entre os 25 e 50 anos. E, aproximadamente aos 75 anos, ele cai mais 50%.

Esses processos naturais presentes na vida do homem e da mulher causam alguns efeitos que podem ser aliviados pela reposição hormonal. Mas as pessoas ainda se sentem inseguras, pois muitos mitos rondam o assunto.

Por isso, fizemos este artigo para você ficar por dentro de tudo. Confira com a gente.

O que é reposição hormonal

É uma terapia para aliviar os sintomas da queda hormonal no homem e na mulher. Esse tratamento não é capaz de interromper o processo da menopausa e da andropausa, apenas ameniza os sintomas e previne doenças.

Deve ser iniciada na mulher no climatério (normalmente entre 45 e 50 anos), fase de transição do período fértil para o não-fértil. Esse período pode causar alguns sintomas, como:

  • Menstruação irregular e com alterações no fluxo;
  • Ausência de libido;
  • Secura vaginal;
  • Ondas de calor e suor;
  • Atrofia do órgão genital;
  • Ressecamento da pele;
  • Dificuldade de concentração e memória;
  • Alterações no sono.

Nos homens, os efeitos costumam aparecer entre os 50 e 60 anos, sendo os principais:

  • Dificuldade de ereção;
  • Falta de concentração;
  • Perda de libido;
  • Estresse;
  • Alterações no peso corporal;
  • Diminuição da força e da massa muscular;
  • Insônia.

Como é realizada a reposição hormonal

Pela reposição estrógeno e progesterona na mulher e de testosterona no homem. Essa reposição pode ser realizada de formas diferentes:

  • Hormônios naturais (presentes nos alimentos);
  • Hormônios sintéticos (produzidos em laboratório);
  • Hormônios bioidênticos (possuem exatamente a mesma estrutura química e molecular encontrada nos hormônios produzidos pelo nosso organismo, independentemente da fonte da qual se origina, podendo ser natural ou sintética).

Lembrando que nem toda pessoa pode realizar o tratamento. Existem algumas contraindicações:

  • Passado de câncer de mama ou de endométrio;
  • Presença de sangramento vaginal anormal sem diagnóstico;
  • Doença hepática ou cardíaca severa;
  • Suspeita de câncer de próstata.

Como fazer reposição natural

Existem plantas que possuem substâncias que estimulam a produção de hormônios, e você pode fazer chá com elas. Confira:

  • Erva-de-São-Cristóvão;
  • Árvore-da-Castidade;
  • Agripalma;
  • Pé-de-leão;
  • Ginseng siberiano;
  • Amora Negra;
  • Salva.

A soja contribui para que as mulheres sofram menos ondas de calor e o inhame possui semelhanças com os efeitos oferecidos por progesterona. O alimento pode ser benéfico para o tratamento de osteoporose.

Mitos como “o tratamento gera ganho de peso e eleva risco de câncer de mama, ataque cardíaco e derrame” devem ser extintos. Todas essas condições irão depender das condições de saúde do paciente e somente um médico poderá avaliar os riscos e indicar um tratamento ideal.

Os alimentos são realmente poderosos. Confira neste artigo a importância da Vitamina E para engravidar!

Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
Dr. Bruno Scheffer

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