Hormônios por que são importantes para engravidar
7 de julho de 2017

Hormônios: por que são importantes para engravidar

A todo tempo ouvimos falar sobre hormônios. Quem nunca escutou a expressão: “meus hormônios estão à flor da pele” ou, quando as mulheres estão de TPM: “meu hormônios estão daquele jeito… estou nervosa!”?

Os hormônios são substâncias produzidas pelas glândulas que atuam dentro da corrente sanguínea. São resultados de reações químicas realizadas pelo nosso corpo, como códigos que passam instruções de funcionamento para as células.

O sangue transporta-os para atuarem em áreas específicas do organismo. São governados por atividades cerebrais e regulam o crescimento, o desenvolvimento dos tecidos, auxiliam as funções reprodutivas e regulam o metabolismo.

O fato é que os hormônios são responsáveis diretos pelo funcionamento do nosso corpo. Por esse motivo, uma disfunção neles pode desencadear vários problemas, inclusive dificuldades para engravidar. Entenda nesse artigo a importância dos hormônios para a gravidez.

Reprodução humana e os hormônios sexuais

Diversos hormônios sexuais controlam a reprodução humana. O principal hormônio sexual masculino é a testosterona, produzida no interior dos testículos, sendo suas principais funções:

  • Desenvolvimento das características masculinas como pelos corpóreos e massa muscular e óssea;
  • Desenvolvimento dos tecidos reprodutores, como os testículos e a próstata.

Hormônios sexuais femininos e a gravidez

Os principais hormônios sexuais femininos são o estrógeno (ou estrogênio) e a progesterona. O estrógeno é produzido pelos ovários e liberado na primeira fase do ciclo menstrual. É responsável por:

  • Conferir todas as características femininas das mulheres, como tamanho dos seios e textura e brilho da pele;
  • Controlar a ovulação;
  • Preparar o útero para a reprodução;
  • Estimular o desenvolvimento mamário;
  • Proteger as células nervosas;
  • Preparar o corpo feminino durante a gravidez (aumenta o tecido mamário, do útero e da vagina).

A progesterona é produzida principalmente no ovário. Na ovulação (metade do ciclo menstrual), o óvulo se encontra dentro de uma pequena bolinha de líquido chamada “folículo”. Após a liberação do óvulo, este folículo se transforma em corpo lúteo, e começa a produzir progesterona. 

Sempre que o óvulo liberado não é fecundado, a produção de progesterona diminui e ocorre a menstruação.

As principais funções da progesterona são:

  • Preparar a membrana mucosa do útero para receber o óvulo;
  • Manter e sustentar o feto no útero;
  • Ajudar a prevenir a rejeição do corpo da mãe ao feto;
  • Estimular a eliminação de gás carbônico durante a gestação, que é maior nessa época;
  • Estimular o preparo das mamas para a produção de leite.

Hormônios para engravidar

Uma reposição hormonal ou suplementação pode ser necessária em alguns casos de tratamento para infertilidade:

  • Suplemento de progesterona: importante na preparação do útero e do corpo como um todo para a gestação (podendo ser aliada à suplementação de estrógeno e outros hormônios);
  • No caso de Estimulação Ovariana, para induzir o ovário a produzir mais de um óvulo por ciclo, utiliza-se o hormônio Folículo Estimulante, o FSH. A resposta a este tratamento pode demorar até seis meses.

Com a idade avançada, os níveis dos hormônios no corpo diminuem. Além disso, vários outros fatores podem desencadear essa baixa ou disfunção.

Por isso, é necessário acompanhamento do seu médico de confiança para que ele possa analisar o seu caso e, se necessário, apontar o melhor tratamento. Cuide da sua saúde e esteja sempre com os exames em dia, principalmente se deseja engravidar!

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Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
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