Histerossalpingografia: Entenda tudo sobre o exame
21 de agosto de 2017

Histerossalpingografia: entenda tudo sobre o exame

Histerossalpingografia é um nome complicado, mas não corresponde ao seu significado. Trata-se de um simples exame, extremamente importante na avaliação da fertilidade de casais que estão tentando engravidar.

Também chamado de HSG ou hístero, esse exame é utilizado no Brasil desde a década de 1960, e permite diagnosticar outras alterações no corpo feminino além da infertilidade. Entenda exatamente do que se trata e qual a sua importância.

O que é histerossalpingografia

A histerossalpingografia é um exame que consiste em raios X da cavidade uterina e das trompas, permitindo mapear a anatomia da área e avaliar a morfologia das tubas uterinas.

Desse modo, é possível diagnosticar malformações dos órgãos reprodutores, doenças da cavidade uterina e do interior das trompas. Indicado principalmente em casos de infertilidade e obstrução das trompas, é considerado uma das melhores formas de avaliar detalhadamente esses órgãos.

Esse exame é um dos maiores aliados para o cuidado com a saúde íntima feminina, pois possibilita avaliar a forma e a estrutura do útero, a abertura das trompas ou mesmo cicatrizes na cavidade uterina ou peritoneal (abdominal).

O procedimento ainda é utilizado para investigar abortos e identificar a presença de miomas e tumores. Por isso ele é tão importante! Além de possibilitar o diagnóstico de doenças graves, auxilia o médico a avaliar os órgãos reprodutores femininos com maior assertividade.

Como a histerossalpingografia é realizada?

O exame deve ser realizado entre o 6º e o 12º dias do ciclo menstrual. Normalmente medicamentos anti-inflamatórios são utilizados alguns minutos antes, para evitar espasmos e desconfortos. A paciente também precisa esvaziar a bexiga previamente.

  1. A mulher deve ficar em posição ginecológica;
  2. O contraste (composto que contém iodo e serve para tornar alguns exames por imagem mais sensíveis) é injetado no colo do útero por meio de um cateter;
  3. Há um balão na ponta do cateter, que é inflado dentro do útero para fixação da sonda, então o contraste é injetado;
  4. Um aparelho de raios-x registra as imagens de diferentes ângulos do útero;
  5. Após o procedimento, o cateter é removido e a paciente é liberada, podendo retornar às atividades normalmente;
  6. O procedimento dura em torno de 20 minutos.

Riscos da histerossalpingografia

Infelizmente, este importante exame é associado a um momento altamente doloroso e perigoso. Isso porque, antigamente, era realizado por métodos arcaicos. Porém, atualmente, o contexto é diferente.

Deve-se considerar que, quando a histerossalpingografia é realizada com equipamentos inadequados ou mesmo de baixa qualidade, o desconforto pode mesmo ocorrer. Outro detalhe é que o contraste deve ser previamente aquecido para evitar a contração uterina (motivo da dor na hora do exame). Antes de realizá-lo, pergunte se a sedação está incluída, pois ela pode trazer mais conforto no momento do exame.

Como todo procedimento médico, possui seus riscos, que são raros: infecção pélvica e a alergia ao iodo. Se todos os cuidados com assepsia, uso adequado dos equipamentos e administração dos analgésicos forem realizados pela clínica, a mulher não terá problemas.

Apesar de se apresentar desconfortável para algumas pacientes, é considerado um procedimento altamente seguro. Basta escolher bem o local a ser realizado.

Grávida pode realizar a  histerossalpingografia?

Essa é uma das restrições do exame, pois a substância do contraste injetada no útero contém iodo e, além disso, os raios X podem afetar negativamente o feto, provocando até deformidades.

Onde fazer a histerossalpingografia?

Escolha uma clínica acolhedora, especializada e renomada. Se possível, obtenha indicação sobre o local.

Alguns cuidados dos laboratórios são fundamentais para que a paciente não sinta maiores incômodos e, os resultados, não sejam comprometidos:

  • Indicação do médico para que você se sinta mais confortável durante o exame, como o uso de analgésicos antes do procedimento;
  • Uso de cateter fino e delicado, descartável;
  • Contraste líquido aquecido (evita contração do útero, mais comum quando o contraste é frio) e hidrossolúvel (resulta em menos dores e menos risco de alergia).

Afinal, o exame ajuda a engravidar?

Não podemos atrelar a gravidez à realização do exame. Isso pode ocorrer mais facilmente no caso de obstrução das trompas, que é facilmente resolvido pelo procedimento. Mas a histerossalpingografia não é terapêutica e, sim, diagnóstica (cujo objetivo é encontrar possíveis alterações anatômicas ou funcionais).

A histerossalpingografia pode gerar receio, mas é uma grande aliada dos casais que sonham em ter um bebê e das mulheres que precisam de tratamento para alguma disfunção dos seus órgãos reprodutores. Escolha um local de confiança para realizá-la e tire todas as suas dúvidas com o médico.

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Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
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