Histeroscopia Cirurgica: O que é e por que é realizada
16 de junho de 2017

Histeroscopia Cirúrgica: O que é e por que é realizada

Histeroscopia cirúrgica: sabe o que é? Esse procedimento de nome complicado é extremamente importante para as mulheres, principalmente para as tentantes, pois é capaz de diagnosticar e tratar alterações que podem estar dificultando a gravidez.

Por ele, é possível, ainda, obter diagnóstico de infertilidade, causas de aborto e sangramento uterino, por exemplo. Saiba mais sobre como esse procedimento é realizado, suas indicações e contraindicações.

O que é histeroscopia

É um procedimento cirúrgico realizado por dentro da vagina e do canal do colo uterino utilizando uma fina ótica que permite visualizar a cavidade uterina e identificar e tratar doenças existentes do útero. Existem dois tipos de histeroscopia: diagnóstica e cirúrgica.

Histeroscopia diagnóstica

Pode ser realizada de forma ambulatorial e tem como objetivo visualizar a parte interna do útero. Uma câmera fina é introduzida dentro do colo uterino, e a anestesia é local.

Caso sejam encontradas alterações e disfunções, é recomendada a histeroscopia cirúrgica. A indicação é que a mulher evite relações sexuais por 24 horas após o procedimento.

Histeroscopia cirúrgica

Realizada no bloco cirúrgico ou local preparado, sobre anestesia geral para tratamento e retirada de alguma disfunção.

A mulher precisa ficar em posição ginecológica:

  1. O colo uterino (parte estreita de baixo do útero que está unida à parte superior da vagina) é dilatado com um instrumento chamado “vela de Hegar” para permitir a passagem do histeroscópio (fina ótica);
  2. Introduz-se líquido de distensão uterina em alta pressão para permitir a visibilidade;
  3. O procedimento dependerá da disfunção a ser tratada (as cirurgias mais realizadas são a polipectomia, miomectomia, lise de sinéquias intrauterinas, septoplastia, ablação ou redução endometrial.);
  4. A duração é de 30 a 60 minutos;
  5. Caso a paciente passe bem após o procedimento, recebe alta.

As principais indicações são:

  • Miomas uterinos;
  • Pólipos (formações de projeções anormais, de consistência amolecida e corpulenta, que aparecem no interior da cavidade uterina, com a aparência de uma verruga);
  • Malformações congênitas;
  • Aderências, como as provocadas pela endometriose.

Essa cirurgia não deve ser aplicada nos seguintes casos:

  • Pacientes com câncer do colo do útero;
  • Doença inflamatória pélvica;
  • Grávidas;
  • Patologias malignas ou na presença de células atípicas no endométrio.

Pré e pós-operatório da histeroscopia cirúrgica

Antes da cirurgia, é necessário que a paciente tenha passado pela histeroscopia diagnóstica. A avaliação do risco cirúrgico é feita como em qualquer procedimento, considerando-se as peculiaridades da operação a ser realizada, o tipo de anestesia e o meio de distensão a ser utilizado.

Após o tratamento, deve-se evitar:

  • Relações sexuais por 15 dias;
  • Atividades físicas de 3 a 5 dias;
  • Uso de remédios sem indicação médica;
  • O retorno ao ginecologista dever ser de 7 a 10 dias após o procedimento.

Existem alguns riscos na histeroscopia cirúrgica, dentre eles:

  • Sangramento no intra-operatório;
  • Perfuração uterina, podendo haver sangramento;
  • Lesão de órgãos adjacentes como a bexiga ou as alças intestinais;
  • Falso trajeto no colo uterino ou no útero, havendo necessidade de interromper o procedimento e o reagendar para outra data;
  • Reações alérgicas.

Por isso, é de extrema importância que você tenha o acompanhamento de um médico de confiança e realize esse procedimento em um ambiente preparado e confiável. 

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Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
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