Inseminação
24 de março de 2017

Inseminação artificial ou Fertilização in vitro: O que é melhor?

São vários os tratamentos existentes para os casais que ainda não conseguiram realizar o sonho de ter um filho. A inseminação artificial e a fertilização in vitro (FIV) são os mais conhecidos, mas muitas pessoas ainda confundem os dois.

Apesar das duas formas de tratamento serem consideradas reprodução assistida (pelo fato da gestação ocorrer com assistência médica), elas possuem indicações e outras particularidades bem diferentes.

Se você está à busca do tratamento ideal para realizar este lindo sonho e possui dúvidas sobre o assunto, confira este artigo que realizamos especialmente para você!

Inseminação artificial e FIV: entenda a diferença

É importante lembrar que cada tratamento é utilizado para um caso específico. Ambas utilizam medicamentos para induzir a ovulação para, então, realizar a fecundação. É a partir daí que começam as principais diferenças. Confira:

FIV

  • Realizada totalmente em laboratório, por isso costuma ser mais indicada para os diagnósticos complexos de infertilidade;
  • Tratamento que despende investimento maior;
  • Considerada mais assertiva, pois a fertilização é feita em laboratório e é controlada.

Inseminação artificial

  • Técnica muito parecida com a natural, indicada para diagnósticos mais simples de infertilidade;
  • Tende a ser mais em conta por necessitar de menos procedimentos médicos e equipamentos na clínica;
  • inseminação é a inserção de espermatozoides no interior do útero para que eles cheguem até as tubas uterinas, encontrem os óvulos e os fertilizem para formar o embrião. Portanto, é considerada um pouco menos assertiva, pois a fertilização do óvulo pode simplesmente não ocorrer.

Como a FIV e a inseminação artificial são realizadas?

A FIV envolve as seguintes etapas:

Estimulação do ovário por meio do uso de medicamentos para a produção de óvulos;

  • Retirada dos óvulos do corpo da mulher por meio de punção ovariana com agulha guiada por ultrassom transvaginal;
  • Coleta de espermatozoides por masturbação ou punção para retirada direta dos testículos;
  • Fecundação do óvulo em laboratório;
  • Fertilização e cultura do embrião;
  • Transferência do embrião já fecundado para o útero da mulher após o período de 2 a 6 dias da fertilização.

A inseminação artificial consiste nos seguintes procedimentos:

  • A mulher ingere medicamentos para estimular a ovulação;
  • Realiza exames de ultrassom para que o médico avalie a data correta para a aplicação de outro medicamento que induzirá a ruptura dos folículos que liberam os óvulos.
  • No dia da inseminação, horas antes do horário estipulado, o parceiro realiza a coleta do sêmen;
  • O sêmen é enviado ao laboratório para processamento, e os espermatozoides com maior qualidade são selecionados e colocados em um cateter acoplado a uma seringa;
  • No horário determinado, o cateter é introduzido no útero e os espermatozoides são depositados no ambiente uterino, próximo às trompas, como na fertilização natural.

Como saber qual tratamento é melhor?

Apenas um médico especializado poderá identificar o melhor tratamento.

Principais indicações para inseminação artificial:

  • A mulher possui anticorpos no colo do útero que matam os espermatozoides;
  • Homem possui alteração nos espermatozoides (gametas em baixa quantidade e motilidade);
  • A mulher sofre algum tipo de alteração uterina ou possui endometriose leve.

Casos para indicação da FIV:

  • O casal possui diagnóstico comprovado de infertilidade tanto por parte da mulher quanto do homem ou de ambos.
  • A FIV com PGD é indicada para mulheres em tratamento com idade avançada e casais portadores de doenças genéticas;
  • A FIV ICSI é indicada para infertilidade masculina severa.

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Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
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