Principais exames hormonais femininos
18 de abril de 2018

Principais exames hormonais femininos ligados à fertilidade

Quando você decide engravidar e dá essa notícia para seu médico, ele prontamente solicita uma série de exames para analisar suas condições de saúde. Dentre os mais importantes, estão aqueles relacionados às taxas hormonais.

Já contamos para você neste artigo “Hormônios: por que são importantes para engravidar como eles impactam na sua fertilidade. Só para você ter uma ideia, os hormônios femininos afetam seu comportamento, suas emoções, a libido e o ciclo menstrual.

Agora, contaremos para você quais são os exames hormonais femininos essenciais para você realizar o sonho de ser mãe.

Exames hormonais femininos: quais são os mais importantes

Para entendermos quais são os exames hormonais femininos mais importantes, vamos saber o funcionamento de determinados hormônios no corpo da mulher.

Prolactina

Abreviada como “Prl” e popularmente conhecida como “hormônio do leite”, está diretamente ligada à fertilidade feminina, pois regula a função sexual e estimula a produção do leite materno.

Progesterona

Dentre as suas funções, estão controlar a ovulação, preparar o útero para a reprodução e estimular o desenvolvimento mamário. Ele é produzido no ovário após a ovulação.

Estrógeno

O estrógeno é produzido pelos ovários e liberado na primeira fase do ciclo menstrual. É responsável por:

  • Conferir todas as características femininas das mulheres, como tamanho dos seios e textura e brilho da pele;
  • Controlar a ovulação;
  • Preparar o útero para a reprodução;
  • Estimular o desenvolvimento mamário;
  • Proteger as células nervosas;
  • Preparar o corpo feminino durante a gravidez (aumenta o tecido mamário, do útero e da vagina).

Hormônio antimulleriano (AMH)

Pode determinar indiretamente qual a quantidade de óvulos que a mulher dispõe em seus ovários e também é usado para o cálculo da dose das medicações necessárias para a indução da ovulação.

O hormônio anti mulleriano (HAM ou AMH) é uma substância produzida pelas células dos ovários responsável por controlar o desenvolvimento dos folículos. Por isso, é hoje o melhor marcador da reserva ovariana (a quantidade de óvulos que a mulher dispõe em seus ovários).

FSH e LH

O FSH atua na produção dos espermatozoides e dos óvulos. Sua dosagem pode auxiliar na determinação da causa da baixa produção de espermatozoides, bem como os motivos de irregularidade menstrual. Níveis elevados deste hormônio podem estar ligados à insuficiência ovariana e insuficiência testicular.

O hormônio LH faz o folículo dominante romper e liberar no ovário o óvulo maduro. Por isso o FHS e o LH são considerados responsáveis pela ovulação.

Androstenediona

Fabricado pelas glândulas suprarrenais e testículos no caso dos homens, e pelos ovários ou glândulas suprarrenais, no caso das mulheres. Nas mulheres, ele é transformado em estrogênio e regula o funcionamento dos órgãos genitais e a transpiração. Nos homens, a androstenediona é transformada em testosterona.

O exame de sangue próprio para verificar as taxas hormonais consegue detectar a presença de todos esses hormônios — apenas o exame de prolactina é ainda mais específico. O médico passará todas as instruções de preparo desse exame.

Muitas pessoas possuem dificuldade para engravidar, e os motivos podem ser vários, desde uma disfunção hormonal, que são identificados através dos principais exames hormonais, até problemas nos órgãos sexuais. A notícia boa é que existem, atualmente, tratamentos modernos e com altas taxas de sucesso. Conheça os principais neste post “Tratamento para engravidar: 5 deles que você precisa conhecer” que separamos para você.

Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
Dr. Bruno Scheffer

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