Congelamento de óvulos
20 de janeiro de 2018

Congelamento de Óvulos: por que devo fazer?

O congelamento de óvulos é um tema cercado por perguntas. Muitas pessoas ainda não entendem os benefícios que esse procedimento traz além de permitir que a mulher escolha o melhor momento para engravidar.

É comum também as pessoas atrelarem o congelamento de óvulos à FIV, acreditando que se trata da mesma coisa que congelar embriões. O congelamento de óvulos é o processo feito exclusivamente com o gameta feminino. O embrião é resultado da fecundação do gameta feminino pelo gameta masculino, mas falaremos disso a seguir.

Como o congelamento de óvulos funciona: há algum risco?

Entenda como o congelamento de óvulos funciona:

  1. Estimula-se os ovários pela ingestão de hormônios para a produção de óvulos;
  2. A paciente passa por um procedimento de coleta dos óvulos, sob sedação. Uma agulha é introduzida pela vagina, com auxílio de um ultrassom, e vai até os ovários, onde os óvulos são retirados por aspiração;
  3. Levados ao laboratório, os óvulos são vitrificados e mantidos em nitrogênio líquido, por tempo indeterminado.

Em casos de pacientes oncológicas, os médicos discutem o melhor tratamento com seu Oncologista ou Hematologista. A partir deste momento é preparado um protocolo de estímulo ovariano, rápido e seguro.

Como em qualquer procedimento médico, complicações podem acontecer. Nesse caso, pode haver reação ao uso de hormônios ou ainda a produção exagerada de óvulos, chamada de síndrome do hiperestímulo ovariano. Por isso é tão importante escolher uma clínica de qualidade para realizar o congelamento e acompanhar o seu sonho de ser mãe desde o início.

A quantidade de óvulos congelados varia de mulher para mulher, afinal, a idade é um fator determinante. Com o passar dos anos, a produção de óvulos diminui, assim como a resposta à estimulação ovariana. O ideal é que a mulher congele ao menos 12 óvulos, mas é melhor ter menos óvulos congelados até os 35 anos do que maior quantidade acima dos 40.

Muito além de uma escolha, esse procedimento se apresenta como um tratamento de reprodução humana. Entenda as principais indicações.

Indicação para o congelamento de óvulos: qualquer mulher pode fazer?

Qualquer mulher antes dos 50 anos pode fazer o procedimento, mas recomenda-se que seja realizado até os 35 anos. Além de ser indicado para quem quer escolher o melhor momento para a gravidez, também é uma solução para os seguintes casos:

  • Pacientes com histórico de menopausa precoce entre os familiares;
  • Paciente oncológica ou não oncológica que vai se submeter a tratamentos que acometem os ovários;
  • Paciente com doenças, tipo endometriose, que podem afetar os ovários;
  • Paciente que tem a intenção de acumular óvulos para ter maior chance de gravidez ou necessidade de realizar a análise embrionária, PGD;
  • Casais que obtiveram óvulos em excesso durante um processo de FIV;
  • Mulheres com 35 anos, sem parceiro, que desejem conservar sua fertilidade.

Eficácia dos óvulos congelados: conseguirei engravidar?

O método utilizado pelo IBRRA, a vitrificação (congelamento rápido), garante que 92% dos óvulos congelados voltem perfeitos. O Diretor do instituto, Dr. Bruno Scheffer, explica com detalhes neste vídeo.

Porém, lembre-se que a consumação da gravidez depende de outros fatores além da qualidade dos óvulos, como a condição do gameta masculino, a fertilização bem sucedida e a fase implantação do embrião no útero. Escolha uma clínica de confiança que tire todas as suas dúvidas e acompanhe o seu histórico de perto.

O congelamento dos óvulos se relaciona diretamente com a FIV, assim como o congelamento embrionário, que é o resultado do procedimento. O casal pode congelar o embrião para escolher o melhor momento para engravidar ou a mãe decide sozinha, no caso da gravidez independente. Leia mais sobre a FIV e saiba tudo sobre o tema.

Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
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