Como saber se estou ovulando?
11 de janeiro de 2018

Como saber se estou ovulando?

A ovulação é uma fase determinante no ciclo menstrual, pois indica, dentre tantas questões sobre a saúde feminina, o melhor dia para engravidar. Neste período, o corpo emite alguns sinais que ainda causam dúvidas e fazem com que mulheres se perguntem o tempo todo: como saber se estou ovulando?

Antes de obter respostas para essa pergunta, saiba que, diferente do que muitos pensam, a ovulação nem sempre ocorre todo mês. Para você entender melhor, a ovulação é definida pelo rompimento do folículo ovariano, liberando o óvulo para que encontre o espermatozoide e, assim, aconteça a fecundação.

Quando o óvulo é “liberado”, ele viaja pelas trompas em direção ao útero. Se for fecundado, ele se implanta no útero (de seis a 12 dias contados de sua liberação), dando início à gravidez. Caso contrário, o óvulo se degrada em 24 horas, gerando a menstruação em alguns dias.

Agora que você já sabe a relação existente entre a ovulação e o ciclo menstrual, você conseguirá entender os sinais que o corpo emite quando você está ovulando. Continue com a gente!

Como saber se estou ovulando: saiba os sinais que o corpo emite

Conhecer o próprio corpo é essencial para cuidar da saúde, sentir-se bem consigo mesma e para a sua autoestima. Afinal, quando conhecemos nosso corpo, nos tornamos mais seguras e dispostas. 

Com base nas fases do ciclo menstrual, é possível saber o dia aproximado da ovulação e, principalmente, se a ovulação está ocorrendo, observando alguns sintomas específicos de cada fase.

Portanto, vamos por partes. Para saber quando você está ovulando, é importante entender cada fase do seu ciclo menstrual:

  • 1ª fase – Antes do período fértil: uma semana após a menstruação, o óvulo é desenvolvido. A vagina torna-se mais lubrificada e a libido costuma aumentar;
  • 2ª fase – Período fértil e ovulação: o período fértil ocorre, geralmente, no meio do ciclo menstrual (a contar do primeiro dia da menstruação). A lubrificação e o aumento da libido costumam se manter, acompanhados de uma secreção transparente, viscosa e elástica, características que marcam o dia da ovulação. Durante a ovulação algumas mulheres ainda apresentam dor na região pélvica, devido à liberação do óvulo (cólicas parecidas com as menstruais);
  • 3ª fase – Período pós-ovulação: ocorre na terceira semana do ciclo menstrual, e é quando a mulher sente os seios sensíveis, inchaço, prisão de ventre e exaustão;
  • 4ª fase – TPM: apresenta-se quando o nível de progesterona está muito alto, causando alterações de humor, ansiedade, irritação, tristeza e vontade de comer doces;
  • 5ª fase – Menstruação: cólicas e fluxo de sangue marcam essa fase.

Por mais que existam alguns sintomas comuns, lembre-se que cada corpo possui características peculiares e a reação a cada fase pode variar. Há mulheres, por exemplo, que também apresentam inchaço e alterações de humor logo na ovulação.

Além dos sintomas: como saber se estou ovulando

Se o casal está vivenciando o momento mágico e único de preparo para a espera de um filho, é altamente aconselhável o acompanhamento de um médico, principalmente se a tentativa de engravidar ultrapassar o período de um ano.

Apenas um médico poderá avaliar com precisão se a ovulação está em condições normais, assim como outros aspectos da fertilidade do casal. 

Sabia que existem exames básicos para avaliar a fertilidade feminina? Os mais comuns são os exames de checagem hormonal e os exames de checagem física, como ultrassonografia endovaginal, Histerossalpingografia e videohisteroscopia diagnóstica.

Com essas informações, você poderá observar com mais precisão as transformações que seu corpo passa durante o ciclo menstrual. Agora, se você deseja saber quais são os exames que permitem também um diagnóstico sobre a fertilidade masculina, leia este artigo.

SAIBA MAIS SOBRE A FIV

Baixe o ebook gratuito  “FIV: Tudo o que você precisa saber sobre o tratamento“.
É só preencher o formulário a seguir para receber o material por email.

Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
Dr. Bruno Scheffer

COMENTÁRIOS