Como funciona a fiv
16 de novembro de 2017

Como funciona a FIV (Fertilização in Vitro)

Há muitas mulheres que desejam profundamente realizar o sonho de engravidar, sentir o filho crescendo em seu ventre, viver a maternidade e todas os seus desafios e maravilhas. Porém, para algumas mulheres, a gestação é um sonho que fica distante e intangível de acontecer de forma natural. Felizmente, a medicina moderna nos presenteou com um procedimento médico que pode permitir que a mulher conquiste seu sonho de virar mãe: a Fertilização in vitro ou FIV.

A palavra “in vitro” é utilizada, pois denota que o procedimento foi feito em laboratório. Quer saber mais como funciona a FIV? Então, acompanhe conosco neste artigo.

Para quais casos a FIV é indicada?

A FIV não é a solução para todos os problemas de infertilidade. Existem causas brandas, que podem ser tratadas de outras maneiras.

Saiba quais são as principais causas da infertilidade feminina:

  • Problemas anatômicos no útero, trompas, colo do útero;
  • Endometriose;
  • Problemas hormonais e no ovário (ovários policísticos, por exemplo);
  • Gonorreia;
  • Incompatibilidade entre os gametas masculinos e femininos.

Já os que levam à infertilidade masculina com maior frequência são:

  • Varicocele (apontada como a principal causa de diminuição da fertilidade): doença que atinge os vasos testiculares, ocasionando a dilatação das veias do cordão que sustenta os testículos;
  • Idade avançada;
  • Redução da produção do hormônio masculino (ocorre em cerca de 15% dos homens de 50 a 60 anos, podendo chegar a 50% dos homens na faixa dos 80 anos);
  • Testículos criptorquídicos: testículos que permanecem fora da bolsa testicular.

Os casais costumam precisar da FIV nos seguintes casos:

  • O casal possui diagnóstico comprovado de infertilidade tanto por parte da mulher quanto do homem ou de ambos.
  • A FIV com PGD é indicada para mulheres em tratamento com idade avançada e casais portadores de doenças genéticas;
  • A FIV ICSI é indicada para infertilidade masculina severa.

ENTENDA O PASSO A PASSO DA FIV

O tratamento da FIV envolve as seguintes etapas:

1) A primeira consulta

Esse é o primeiro passo para o início de um novo ciclo da vida do casal. Na primeira consulta, a família conhece a clínica e o médico. O médico realiza uma série de perguntas essenciais no ponto de vista clínico para o homem e a mulher.

É essencial que ambos se sintam confortáveis, acolhidos e tirem todas as dúvidas necessárias com o especialista.

2) Hora dos exames!

Depois da primeira consulta, o casal é encaminhado à sala de ultrassom, onde a mulher realiza o ultrassom endovaginal para o médico avaliar as condições do útero e dos ovários, garantindo a ausência de quaisquer disfunções desses órgãos que possam estar dificultando a gravidez. Observa-se também a existência de folículos nos ovários, onde estão os óvulos para identificar a reserva ovariana.

Após esse exame, o casal participa de uma explanação feita pelos especialistas do Ibrra sobre o que é necessário para engravidar, quais são os exames solicitados, os tratamentos existentes, e as respectivas probabilidades de sucesso, principais complicações, dentre outros.

Em seguida, o médico solicita os exames para o casal.

Exames solicitados para a FIV

  • Sorológicos exigidos pela Anvisa;
  • Espermograma, com análise morfológica detalhada;
  • Exames de doenças sexualmente transmissíveis;
  • Grupo sanguíneo;
  • Hormônios e tireóide;
  • AHM (hormônio anti mulleriano).

No Ibrra, o paciente é tratado individualmente, então os pedidos de exames são específicos para cada caso. Exemplo: pacientes com histórico de aborto precisam realizar outros exames, como cariótipo, doenças trombo-embólicas e imunológicas.

3) O retorno dos exames

Chegou aquele momento que gera ansiedade: a espera. É necessário aguardar os resultados dos exames para marcar o retorno ao médico. Para comodidade dos pacientes, o Ibrra disponibiliza o telefone pessoal do Dr. Bruno Scheffer, Diretor Geral da clínica, para que a família entre em contato sempre que necessário.

O retorno acontece normalmente em 15 dias (sem ônus), mas pode variar de acordo com o prazo necessário para o resultado ser concluído. Por exemplo: o cariótipo leva 45 dias para ser concluído, então o retorno é feito depois desse intervalo.

O médico precisa analisar a avaliação seminal, a reserva ovariana, as taxas hormonais e todas as informações disponíveis para encontrar a melhor conclusão.

4) A estimulação ovariana

HOC é estimulação ovariana controlada, ou seja, aquilo que estimula o ovário para a concepção. Todo mês, apesar de crescerem mil óvulos, somente um desponta e ovula; os outros 999 morrem porque são inibidos por esse que cresce de maneira mais rápida.

A estimulação ovariana pode ser realizada por meio de medicamentos orais ou hormônios injetáveis (cujas agulhas utilizadas são subcutâneas, por isso, não causam dor). Essas substâncias atuam no ovário e estimulam o crescimento dos folículos onde estão os óvulos.

5) A retirada do óvulo

No Ibrra a paciente é internada às 6h40 e passa para um quarto individual de total privacidade, onde pode levar o acompanhante que quiser.

De lá, é levada ao bloco cirúrgico no mesmo andar. Os profissionais que a aguardam no bloco cirúrgico são um anestesista, uma enfermeira chefe, o médico responsável e um auxiliar. O procedimento é realizado da seguinte maneira:

  • A paciente deita em posição ginecológica e recebe um anestésico na veia do braço ou do punho, que não tira seus dados vitais (a paciente não sente dor, mas respira por si só e responde aos comandos);
  • Liga-se o ultrassom e, com uma sonda endovaginal, introduz-se uma agulha pela vagina;
  • Olhando pelo ultrassom, o instrumento vai até o ovário;
  • A agulha é introduzida dentro do folículo, e ela aspira o líquido, que cai num tubo;
  • O tubo é levado imediatamente para o laboratório, e fica numa estrutura aquecida a mais ou menos 36,8 graus;
  • Todos os folículos são puncionados e, o líquido, aspirado. Junto com o líquido, caem os óvulos;
  • Os tubos são levados para o laboratório, onde a bióloga os identifica por uma lupa;
  • O procedimento leva em torno de 8 minutos;
  • No Ibrra, a cama busca a paciente no bloco cirúrgico. No quarto, ela é avaliada por um médico, toma um café e recebe alta.

6) A coleta de esperma

O sêmen normalmente é coletado por masturbação. Os pacientes são levados para uma sala própria e orientados sobre como se masturbar e colher o material num pote. Logo em seguida:

  • O coletor é levado para o laboratório, onde é preparado, centrifugado e lavado;
  • Monta-se uma placa com gotas de espermatozoides;
  • Uma agulha desce, quebra a cauda do espermatozoide e puxa ele pra dentro de outra agulha;
  • Desce, então, o óvulo fixado em outra estrutura e se perfura o óvulo com essa agulha, injetando o espermatozoide lá dentro.

7) A fecundação finalmente ocorre

Entenda como a fecundação é realizada no laboratório:

  • Os óvulos são obtidos da aspiração;
  • Na hora que o líquido vira na lupa, a embrióloga pega o óvulo e verifica se está maduro ou não;
  • Cria-se uma placa esférica (no centro, uma gota com vários espermatozoides e, em volta, gotas com óvulos);
  • Desce uma agulha do tamanho de um fio de cabelo, quebra a cauda do espermatozoide, que vai na gotinha contendo o óvulo;
  • Perfura-se o óvulo e insere-se o espermatozoide lá dentro, fecundando, assim, o óvulo.
  • De 16 a 18 horas depois, observa-se se houve a fecundação. O óvulo fecundado é levado para uma incubadora, que é mantida a temperatura, pressão e gases específicos.

8) A transferência acontece

Na transferência, a paciente e o marido passam pelo bloco cirúrgico, onde:

  • A paciente é colocada em posição ginecológica;
  • Uma TV de alta definição é ligada ao microscópio invertido do laboratório e as embriólogas mostram os embriões para os pacientes, falam sobre o número de células, o grau de fragmentação, a simetria entre as células etc.;
  • Nesse momento, todos podem ver os embriões e até tirar fotos;
  • É inserido um catéter de silicone pelo colo do útero, pelo orifício interno, e a embrióloga traz um, dois, três ou quatro embriões (no caso de mulheres acima de 40 anos);
  • O casal acompanha através de um ultrassom abdominal o catéter penetrando o colo, entrando pelo útero e saltando o líquido onde estão os embriões dentro do útero;
  • No final é tirada uma foto dessa imagem ultrassonográfica que o casal guarda de recordação;
  • Por fim, a cama busca o casal dentro do bloco cirúrgico. A mulher fica 15 minutos deitada. Depois ela levanta, pode ir no banheiro urinar, trocar de roupa e já está liberada para retornar normalmente às atividades.

Após todos esses detalhes, você deve estar se perguntando: como saber se deu certo? Não há sinal algum que indique a gravidez. Apenas o resultado do exame Beta HCG pode acusar o sucesso do tratamento.

CONHEÇA TÉCNICA ICSI

Além da FIV tradicional, atualmente, a FIV é aliada a outras técnicas, como a ICSI para aumentar as chances de gravidez.

A sigla ICSI significa Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides. Essa técnica foi criada em 1994 para viabilizar a fertilização de casais cujo homem apresenta o diagnóstico de infertilidade masculina severa. Nesses casos, o homem possui uma baixa ou rara produção de espermatozoides.

Até essa data, homens com esse diagnóstico e os que passaram por vasectomia eram excluídos dos programas de FIV, pois os resultados eram insatisfatórios e o sonho da gestação não se concretizava. A técnica ICSI permite que quadros de infertilidade neste nível fossem revertidos.

A ICSI é feita a partir da injeção de um espermatozoide em cada óvulo no laboratório usando uma agulha sete vezes mais fina que um fio de cabelo. Para o procedimento é usado um microscópio especial e um aparelho chamado micromanipulador.

No Ibrra há um diferencial que é o zelo com o procedimento. Afinal, o que faz a diferença para o sucesso da FIV é o laboratório. Quem faz a fertilização é a Dra. Rafaela Scheffer que fica horas e horas analisando o sêmen até encontrar o melhor espermatozoide para fazer a fertilização. Ela é uma verdadeira autoridade na área, tornou-se Especialista em Embriologia Humana pelo Instituto Valenciano de Infertilidade na Espanha, um centro de medicina reprodutiva referência no mundo, e é a única da instituição que faz o procedimento com toda a dedicação e profissionalismo.

VEJA COMO FUNCIONA A FIV PGD

A sigla PGD vem do inglês e significa Pre Implantation Genetic Diagnosis e há também a sigla PGS, também do inglês, que significa Pre Implantation Genetic Screening, em português a tradução seria Diagnóstico Genético Pré-implantacional.

A diferença está no tipo de análise genética realizada: enquanto a FIV PGD é usada para avaliar doenças gênicas, a FIV PGS procura por doenças cromossômicas.

A FIV PGD é indicada para casais que apresentam doenças genéticas hereditárias. Já a FIV PGS é indicada para mulheres com idade avançada, casais com histórico de falhas em tratamentos de Reprodução Humana ou abortos de repetição, homens em tratamento com alterações espermáticas severas e casais que já tiveram gravidez diagnosticada com alteração durante os exames de pré-natal.

Ainda tem dúvidas sobre como funciona a FIV (Fertilização in vitro)?

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Dr. Bruno Scheffer

Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
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