30 de janeiro de 2018

Combinação sanguínea para ter filhos: como funciona?

Normalmente, a partir do momento em que uma mulher decide ser mãe, ela passa a se informar sobre gestação, maternidade e outros assuntos relacionados. É natural a vontade de querer saber sobre tudo, inclusive dos riscos que envolvem a gravidez.

Não é à toa que a mulher precisa passar por tantos exames médicos antes e durante a gestação. A incompatibilidade sanguínea, por exemplo, pode trazer complicações para o bebê, por isso precisa ser detectada antes da sua chegada.

Entenda sobre a combinação sanguínea para ter filhos e os riscos da incompatibilidade, que gera a rejeição do corpo feminino ao feto.

Combinação sanguínea para ter filhos: quais são

Você já sabe que existem tipos de sangue. A divisão entre os tipos sanguíneos foi estabelecida no início do século XX (1901), por um pesquisador chamado Karl Landsteiner, tornando possível promover trocas de sangue entre pessoas.

Existem, portanto, os seguintes tipos:

Tipos sanguíneos Pode doar para: Pode receber doação de:
Sangue tipo A+ AB+ e A+ A+, A-, O+ e O-
Sangue tipo A- A+, A-, Ab+ e AB- A- e O-
Sangue tipo B+ B+ e AB+ B+,B-, O+ e O-
Sangue tipo B- B+, B-, AB+ e AB- B- e O-
Sangue tipo AB + AB+ A+, B+, O+, AB+, A-, B-, O- e AB- (todos)
Sangue tipo AB- AB+ e AB- A-, B-, O- e AB-
Sangue tipo O+ A+, B+, O+ e AB+ O+ e O-
Sangue tipo O-                A+, B+, O+, AB+, A-, B-, O- e AB- (todos) O-


“E o que determina se o sangue é negativo ou positivo?”. O fator Rh, um antígeno presente no sangue de determinadas pessoas, cuja presença significa que a classificação será Rh+. Os indivíduos que não possuem naturalmente o tal antígeno recebem a classificação Rh-.

Em que casos ocorre a incompatibilidade?

A incompatibilidade ocorre, portanto, quando o fator Rh da mãe é negativo e o do feto, positivo. Caso a mulher tenha o fator Rh negativo e, o parceiro, Rh positivo, corre o risco dessa característica ser transmitida para o bebê, fazendo com que o organismo da mulher produza anticorpos contra o feto e rejeite a criança, podendo causar doenças e até a morte do feto.

Para que a mãe produza esses anticorpos, o sangue do bebê precisa entrar em contato com o sangue dela. No primeiro trimestre de gestação, a chance disso acontecer é de apenas 3%. No parto, é de 70%.

“E se a mãe for Rh positivo e, o pai, negativo?”. Não há problema. A incompatibilidade só acontece quando a mãe tem o fator negativo e, o pai, positivo. Se uma pessoa fator Rh+ recebe sangue Rh–, nada acontece. Porém, se for o contrário, o sistema de defesa do organismo entra em ação e começa a produzir anticorpos contra a proteína Rh.

Sintomas, riscos e tratamento da incompatibilidade sanguínea

A compatibilidade sanguínea para ter filhos não é tão complicada assim quanto parece. Mas a incompatibilidade pode trazer problemas.

A doença hemolítica por incompatibilidade de Rh varia de leve a grave. Os sintomas vão desde anemia e icterícia leves à deficiência mental, surdez, paralisia cerebral, edema generalizado, fígado e baço aumentados, icterícia, anemia graves e morte durante a gestação ou após o parto.

Não existem sintomas que revelem a incompatibilidade, por isso é tão importante a mãe realizar o exame Coombs indireto, que detecta as chances de incompatibilidade sanguínea para ter filho. Em caso positivo, a mulher precisa tomar uma dose de 300 mg de gamaglobulina anti-Rh (que combate os antígenos Rh) após 72 horas do parto do primeiro filho. Se o bebê nascer com a doença, substitui-se seu sangue por meio de transfusão de sangue negativo.

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Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
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