cisto no ovario
1 de setembro de 2017

Cisto no Ovário: O que você precisa saber

A palavra “cisto” ainda causa desconforto em muitas pessoas. É comum, por exemplo, a mulher sentir medo e pensar no pior quando descobre que tem cisto no ovário. Mas esse diagnóstico é bastante comum, principalmente em mulheres na idade reprodutiva (faixa etária de 20 a 35 anos).

Desmistificar este assunto é o primeiro passo para entender como cuidar da saúde dos seus ovários. Entenda de vez o que é cisto no ovário, quais são os tratamentos disponíveis e a importância de segui-los corretamente.

O que é cisto no ovário?

É um fluido envolvido por uma parede fina, formando uma espécie de bolsa. O cisto ovariano é qualquer folículo com diâmetro superior a dois centímetros.

Você sabe o que é folículo? No início do ciclo menstrual, o hormônio de estimulação de folículos (FSH) é produzido. Os folículos são cavidades preenchidas por fluidos nos ovários, e cada um deles contém um óvulo não desenvolvido.

Os cistos distinguem-se em suas características.

Cistos funcionais

Normalmente formados durante o ciclo menstrual da mulher. Existem três tipos de cistos funcionais:

  • Cistos foliculares: desenvolvem-se durante a ovulação, quando demasiado fluido envolve o óvulo em desenvolvimento;
  • Cistos de corpo lúteo: formam-se a partir do folículo, após a ovulação. Desenvolvem-se quando a bolsa se ​​fecha, após a liberação do óvulo;
  • Cistos hemorrágicos:  ocorrem quando um pequeno vaso do cisto se rompe e sangra para o seu interior.

Cistos anormais

Também existem três tipos:

  • Cistos dermoides: considerados como um tumor (geralmente benignos) e constituídos por diversos tipos de células;
  • Cistadenoma:  pode tornar-se muito grande. Existem dois tipos: mucinoso (ou mucoso), que contém um líquido espesso, e seroso, que maligniza com maior frequência;
  • Cistos endometrioides: chamados de “cistos de chocolate”, devido à cor do fluido de sangue que contêm. Desenvolvem-se em mulheres com endometriose.

Quais são as principais causas?

É natural, na maioria dos meses, que um óvulo seja liberado do folículo (processo chamado de “ovulação”). Se o folículo não libera o óvulo, o fluido permanece, formando o cisto.

Medicação mal administrada para fertilidade também pode causar a hiperestimulação dos ovários (excesso de produção e estimulação de óvulos em um único ovário ou mesmo nos dois ovários), ocasionando o surgimento de grandes cistos.

Sintomas mais comuns

A maioria dos cistos de ovário não causa sintomas, por isso muitas mulheres nem se dão conta do problema. Mas o primeiro indício evidente é a menstruação desregulada. Sendo assim, os sintomas realmente aparecem quando os cistos desenvolvem outro diagnóstico ou nas seguintes situações:

  • Crescimento do cisto: dores abdominais, incontinência urinária, enjoos, ganho de peso;
  • Ruptura do cisto: súbita e intensa dor unilateral na pelve. Outro sintoma raro é o sangramento vaginal;
  • Torção no cisto: quando o cisto cresce muito, ele pode girar ao redor do seu próprio eixo, causando dores intensas e até náuseas.

Tratamentos

O tratamento depende de vários fatores. Os cistos funcionais, por exemplo, costumam sumir espontaneamente. Para outros casos, o tratamento com medicamentos como anticoncepcionais é indicado, e os mais graves precisam ser retirados por cirurgia. Apenas um médico deve avaliar a intervenção mais indicada.

O cisto no ovário pode passar despercebido ou ser tão grave a ponto de levar à infertilidade feminina, mas ainda assim não é preciso perder as esperanças. Muitas mulheres que passaram por isso realizaram o sonho de ser mãe com soluções como a FIV e a ovulodoação.

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Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
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