Beta HCG: O que diz o resultado do seu exame
16 de outubro de 2017

Beta HCG: O que diz o resultado do seu exame

Tem coisa mais angustiante do que pegar o resultado de um exame e não saber analisá-lo? A vontade é ligar ou ir ao médico na mesma hora para obter todas as respostas. Agora, imagina quando o exame em questão é o Beta HCG, cujo resultado pode mudar a sua vida?

O Beta HCG é um hormônio produzido pelo organismo durante a gestação, por isso é utilizado para teste de gravidez. A coleta de sangue para o Beta HCG é mais assertiva do que os testes de gravidez de farmácia, e ainda é capaz de verificar se a gestação está indo bem.

Em vez de ficar ansiosa e adquirir informações erradas da internet ou de outras pessoas que não entendem sobre o assunto, aprenda como analisar seu exame de maneira correta com o Ibrra.

Como o hormônio Beta HCG atua na gravidez

Após a fecundação, o embrião se aloja à parede uterina. A partir desse momento, o hCG alcança a corrente sanguínea da mulher, podendo ser detectado pelo exame de sangue laboratorial.

A produção do hormônio aumenta conforme desenvolvimento do embrião e da placenta, sendo lançado na circulação da mulher. Nas primeiras semanas de gestação, os níveis dobram a cada  3 dias.

Quando fazer o exame Beta HCG e quais são os tipos existentes?

Lembre-se dos seguintes períodos:

  • A ovulação costuma ocorrer cerca de 2 semanas depois da menstruação;
  • Após a fecundação do óvulo, o embrião demora uma semana até chegar ao útero;
  • Portanto, o exame só deve ser feito, no mínimo, 3 semanas após a última menstruação.

O que poucas pessoas sabem é que existem dois tipos de exame Beta HCG; são eles: quantitativo e qualitativo. Quando as mulheres estão na dúvida sobre a gravidez, costumam ir à farmácia e comprar um exame que mostra o resultado positivo” ou “negativo”.

Esse seria o exame Beta HCG qualitativo, ou seja, o que mostra apenas a confirmação ou não da gravidez, sem os níveis detalhados do Beta HCG no sangue. Lembrando que cada exame qualitativo tem um funcionamento: alguns, aparecem dois riscos, outros, o próprio escrito “sim” ou “não”, dentre outros formatos.

Já o exame quantitativo é aquele que informa o valor exato dos níveis do hormônio no sangue, normalmente em mili unidades internacionais por mililitro (mUI/ml).

Para entender melhor, é importante lembrarmos o termo “BetaHCG reagente”. O BetaHCG reagente é quando o hormônio está presente em determinada quantidade no organismo feminino, indicando, assim, a possibilidade da gravidez. Não reagente, como você deve imaginar, é quando a taxa do hormônio é negativa (baixa ou ausente a ponto de indicar a gravidez).

Está na curiosidade sobre quais são as taxas referenciais do hormônio no exame? Revelaremos agora para você!

Valores referenciais do exame Beta HCG Quantitativo

Os valores abaixo são apenas referenciais, ou seja, servem para nortear você, mas não são exatos. Cada laboratório tem uma referência e um parâmetro.

  • Mulheres não grávidas ou com menos de 3 semanas de gravidez: menor que 5 mIU/ml.
  • 3 semanas de gravidez: entre 5 e 50 mIU/ml.
  • 4 semanas de gravidez: entre 5 e 426 mIU/ml.
  • 5 semanas de gravidez: entre 18 e 7.340 mIU/ml.
  • 6 semanas de gravidez: entre 1.080 e 56.500 mIU/ml.
  • 7 a 8 semanas de gravidez: entre 7.650 e 229.000 mIU/ml.
  • 9 a 12 semanas de gravidez: entre 25.700 e 288.000 mIU/ml.
  • 13 a 16 semanas de gravidez: entre 13.300 e 254.000 mIU/ml.
  • 17 a 24 semanas de gravidez: entre 4.060 e 165.400 mIU/ml.
  • 25 a 40 semanas de gravidez: entre 3.640 e 117.000 mIU/ml.

O exame Beta HCG qualitativo bem como o quantitativo são capazes de revelar uma gravidez. Quando uma mulher está tentando engravidar, é recomendável que realize o quantitativo, pois as informações são completas e mais precisas.

É possível identificar gravidez gemelar pelo exame Beta HCG?

BetaHCG e gêmeos: qual a relação? Essa é uma das perguntas mais frequentes nos consultórios. A resposta é sim, é possível identificar a gravidez gemelar pelo exame.

Mas apenas um médico especialista no assunto é indicado para interpretar seu exame e confirmar a gravidez de gêmeos.
Quando a quantia do hormônio é muito maior do que à proporção normal para o tempo de gestação, esse pode ser um sinal de gravidez gemelar. Vamos a um exemplo prático: como você viu, na sexta à sétima semana, o valor referencial chega a 229.000 mlU/ml. Caso nesse período o valor seja o dobro ou mais, esse pode ser um grande sinal!

Apesar de muito seguro, o Beta HCG pode dar resultado falso negativo caso a mulher o realize muito cedo. Os exames mais atuais conseguem detectar elevação do BHCG com apenas 1 dia de atraso menstrual, mas é aconselhável realizá-lo após pelo menos uma semana de atraso.

Também pode acontecer o chamado falso positivo, ou seja, o exame constar positivo sem a gravidez existir de fato. Isso acontece quando, por exemplo, há a presença de tumores ovarianos ou gestação ectópica (em que o embrião se implanta nas tubas uterinas ou em outro local sem ser no útero), alterando, com isso, o resultado.

Não se esqueça que outras variáveis como o ciclo menstrual muito irregular pode afetar no momento ideal para realizar o exame. Nesses casos, faça o teste a partir de 15 dias após a relação sexual desprotegida. O uso de medicamentos e infecções não alteram o resultado.

Siga sempre as instruções do seu médico e lembre-se de que, além do exame BetaHCG, ainda serão necessários outros para comprovar a existência da gravidez. É por isso que muitas mulheres optam por esperar um pouco para contar a novidade para a família e os amigos.

Tirar as dúvidas sobre um exame dá um alívio, não é mesmo? Principalmente quando o assunto é gravidez. Se você deseja saber informações sobre período fértil e o melhor momento para engravidar, leia este artigo.

Minha FIV não deu certo, e agora?

FAÇA O DOWNLOAD GRÁTIS DO EBOOK MINHA FIV NÃO DEU CERTO, E AGORA?

Basta preencher o formulário abaixo para recebê-lo em seu e-mail

Dr. Bruno Scheffer

Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
Dr. Bruno Scheffer

Últimos posts por Dr. Bruno Scheffer (exibir todos)

COMENTÁRIOS