Barriga de Aluguel ou Útero de Substituição - Como funciona?
12 de julho de 2017

Barriga de Aluguel ou Útero de Substituição – Como funciona?

O termo “ barriga de aluguel ” é muito conhecido. Algumas novelas já abordaram esse tema e é comum vê-lo em histórias de ficção. Devido a mitos e questões culturais que cercam esse assunto, as pessoas ainda possuem dúvidas e receios sobre esse método tão importante.

A “ barriga de aluguel ” realiza o sonho de milhares de casais que desejam ter um filho. Traz alegria para a vida dessas famílias, é um procedimento simples e íntegro, no qual todos os envolvidos passam por um acompanhamento psicológico.

Para tirar suas dúvidas acerca desse assunto, fizemos este artigo especialmente para você. Vem com a gente!

O que é “ barriga de aluguel ”?

A “barriga de aluguel” nada mais é que o nome popular para o útero de substituição. É o tratamento usado quando a mulher não pode engravidar, seja por não ter útero ou pela presença de doenças graves que contraindicam a gravidez, mas possui óvulos capazes de gerar um bebê.

Apesar de popular, o termo “ barriga de aluguel ” não é o indicado,
pois remete a uma relação comercial que não é permitida no Brasil, por isso aqui o termo correto é “útero ou gestação de substituição”.

O útero de substituição, além de não ser uma relação comercial, é um procedimento sério, repleto de requisitos a serem seguidos e que gera uma vida. Entenda quando esse método é indicado e como ele funciona.

Quando o útero de substituição é indicado?

As principais indicações são:
•    Mulheres que passaram por histerectomia (retirada do útero);
•    Defeitos congênitos como malformações uterinas ou alterações que
impeçam a gravidez;

•    Doenças maternas com alto risco de morte durante a gestação, como
doenças cardíacas, pulmonares ou renais graves;

•    Inúmeras falhas de tratamentos anteriores, no qual mesmo com
transferência de embriões, não há gestação;

•    Casais homossexuais.

Como funciona o processo do útero de substituição?

O processo é simples, mas deve ser avaliado e acompanhado por uma clínica de reprodução assistida de confiança.

•    O tratamento envolve a esposa, o marido e uma segunda mulher, que será a doadora temporária do útero;
•    O casal doa seus gametas, que serão fecundados via FIV e
implantados no útero da mulher que gerará o bebê;

•    Pelas leis brasileiras, a pessoa que será a doadora temporária do útero pode ser parente de 1°, 2°, 3° até 4° grau, ou seja: mãe, irmã, prima ou tia.
•    É necessária avaliação psicológica para o útero de substituição;
•    A parente do casal também deve passar por vários exames antes de fazer a gestação do bebê. É necessário fazer uma avaliação médica com o perfil psicológico para atestar a adequação clínica e emocional da doadora do útero;
•    Qualquer exceção aos padrões estabelecidos pela legislação brasileira – como no caso de casais homossexuais – deve ser analisada judicialmente e só pode ocorrer com uma autorização expressa do Conselho Regional de Medicina. Somente então é possível usar recursos como um banco de esperma ou óvulos.

São muitos os mitos que permeiam a chamada “barriga de aluguel”, não é mesmo? Mas é preciso entender que esse processo possibilita a realização do sonho de um casal, que deve ser acompanhado com amor e zelo por uma clínica que abrace esse momento e oriente a família da melhor maneira possível.

Ainda tem dúvidas sobre os primeiros passos para engravidar? Veja esse artigo completo sobre o assunto!

Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
Dr. Bruno Scheffer

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