8 de fevereiro de 2019

Grávida de gêmeos, 43 anos, receptora de óvulos (ovodoação)

Oi Dr. Bruno. Tô passando aqui para deixar meu depoimento com você, agora que eu estou no meu quarto mês de gravidez, de gêmeos, muito feliz.

Achei importante dividir aqui com você e com quem mais quiser saber da minha história. Eu tenho 43 anos, passei os meus últimos oito anos tentando engravidar e já tinha realizado o sonho de ser mãe aos 23 anos, no auge da minha juventude, e fui muito feliz, mas eu me casei de novo e eu com o meu marido decidimos ter outro filho.

Eu já estava com meus 35 anos, aí eu tentei por um ano e não deu certo. Depois a gente foi investigar o motivo e vimos que meu marido tinha problemas de infertilidade. Passamos mais um ano fazendo tratamento para minimizar o problema que ele tinha e depois aos 37 anos, como a gente ainda não tinha conseguido realizar o nosso sonho, a gente decidiu por recomendação do nosso médico, fazer uma fertilização in vitro, já que a gente não tinha nem condições de fazer inseminação artificial. E assim a gente tentou.

Numa primeira tentativa tive muitos óvulos, sou uma grande produtora de óvulos, e tive bastantes blastocistos, conseguimos congelar nove lindos blastocistos e a gente tinha certeza que iria conseguir o nosso sonho já na primeira. O positivo veio na primeira tentativa, mas foi uma gravidez química, foi muito frustrante pra gente, foi muito trabalhoso também.

Depois tentamos de novo, não deu nada, negativo, tentamos de novo só a transferência, que eu tinha blastocisto congelado e aí na terceira vez engravidei. Feliz demais, acreditamos que seria daquela vez. Nessas tentativas e frustrações foram mais dois anos e eu achei que em 2014, nessa gravidez que deu certo e foi evoluindo bem, que seria nela, a gente perdeu na oitava semana. Aí meu marido já tinha desistido ou, pelo menos sofreu muito, e não queria passar de novo por esse processo. Respeitei o período e a decisão dele, mas com muita determinação eu o convenci a fazer um novo tratamento comigo, nós buscamos outra clínica, outro médico, de uma outra forma, mas FIV ainda, com outras buscas, tentar fazer investigações diferentes, e assim a gente tentou de novo e consegui também produzir bastante óvulos, blastocistos e tentamos na primeira vez que a gente transferiu, engravidei de novo, mas perdi na sexta semana. Foi uma perda rápida, muita frustração de novo, mas eu ainda tinha blastocisto congelado, custei a convencer meu marido, ele não queria nem transferir, mas transferimos e deu negativo.

Nesse processo eu já estava com 39 anos, fazendo 40 e aí tudo ficava bem mais difícil e aí eu resolvi investigar mais sobre as possibilidades de engravidar aos 40 e realmente as chances são bem menores e a probabilidade das minhas perdas tem a ver com a qualidade dos gametas, tanto do meu marido pela qualidade e quantidade quanto os meus óvulos pela minha idade, eu já estava entrando nos 40 anos, mas eu não desisti, busquei outras alternativas, busquei outras clínicas, tentei ovodoação, tentei com doação de esperma, só que foram mais três tentativas frustradas, nenhum positivo no exame eu consegui.

E se passaram aí mais dois anos e entre essas frustrações, eu já tinha voltado meu foco para outros objetivos, para cursos, fiz uma viagem para o exterior, voltei para minha carreira profissional com muita dedicação, estava planejando, inclusive, nesse ano fazer um mestrado fora do Brasil e já estava de certa forma na possibilidade de não ter. Meu marido pensava em adoção, mas a gente não tinha fechado essa porta ainda, principalmente, pela minha determinação.

Por mais que eu tivesse mudado o foco e buscado todos esses outros objetivos na minha vida pessoal e profissional, eu estava inscrita no Ibrra para ter uma outra oportunidade para fazer uma tentativa com ovodoação.

Fui chamada, fiz uma consulta com o Dr. Bruno, existia a possibilidade de ter doadora compatível, eu ainda fiquei na dúvida se a melhor opção seria ovodoação ou se eu poderia fazer ainda com os meus óvulos porque eu ainda sou produtora de muitos óvulos e ele me deu de forma muito objetiva e muito confiante duas alternativas: ou eu faria três ciclos de estimulação com meus próprios óvulos, na tentativa de ter ali 20% da quantidade viável ou realmente eu partiria para a ovodoação com as chances muito maiores. Ele muito objetivo me fez pensar, eu pensei e me cadastrei na ovodoação.

Foi outro processo de convencimento do meu marido, mas ele sempre entrou na minha ‘pilha’. A gente conseguiu rapidamente e buscou pra que eu tentasse mais uma vez, depois de todo esse tempo, depois de todas essas tentativas, eu pedi a ele, a Yole, a toda equipe, que buscasse, me desse uma opção de uma doadora jovem, que já tivesse tido um histórico já de gravidez, enfim, uma doadora que pudesse me proporcionar esse sonho e não ser só mais uma tentativa e todos foram muito cuidadosos.

O Dr. Bruno muito objetivo, muito seguro. Como eu fiquei por todo esse tempo passando por muitos procedimentos, eu tinha muito conhecimento, muito entendimento de processos alternativos, distintos de estimulação de um jeito ou de outro e eu sempre fui muito questionadora de todos esses médicos e clínicas, só que eu quis fazer diferente: eu quis apagar tudo o que eu sabia, tudo o que eu tive de conhecimento e de frustração e deixar por conta do Dr. Bruno. Eu nem fiz tanta pergunta, não me intrometi nas decisões dele e assim segui.

Fizemos esse último procedimento e eu falei isso com o meu marido, com o Dr. Bruno, com todo mundo, realmente seria minha última cartada, e aconteceu em outubro, e a gente recebeu o nosso positivo. Ficamos todos felizes, mas ainda um receio, um medo da perda, que eu tive tantas perdas e tive um sangramento exatamente na sexta semana, onde eu já tinha perdido, mas aí fiz o ultrassom e descobri que tinha dois embrioezinhos lindos sendo gerados ali dentro de mim e esperei com muita ansiedade, ainda medos, mas passou pro segundo mês, pro terceiro mês e agora eu estou curtindo minha gravidez de dois bebês, com a possibilidade de ser um casal, ainda não 100% confirmado, mas já sugerido pelo meu obstetra, que será um casal, e é isso.

Muda os planos pessoais e profissionais, dá um pouquinho de medo, de frio na barrida, por ser dois. O meu filho já está com 20 anos e é uma novidade muito grande pra gente.

Espero que fique tudo bem e só tenho que agradecer ao Dr. Bruno e a equipe toda do Ibrra, mas principalmente a Deus que me acompanhou nessa jornada e que me deu esperanças de novo e me deu determinação de novo. Se eu consegui é porque ele abençoou e quis, então agora eu tenho que curtir esse novo momento mágico e desejar muita sorte e muita determinação e muita benção pras mamães e papais tentantes como eu fui durante todo esse tempo.

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