O congelamento/vitrificação de pré-embriões procedentes de um ciclo de FIV e/ou ICSI oferece atualmente bons resultados e a possibilidade de se obter uma gestação sem a necessidade de a paciente ser novamente estimulada e submetida a nova punção ovariana. Deve-se lembrar que as taxas de sucesso com este procedimento vão depender de como os pré-embriões se descongelaram, e não passam de 37 a 40% por transferência.
Realizado um tratamento, seja FIV ou ICSI, e transferido o número de pré-embriões adequado para aquele casal – nunca transferindo mais de quatro –, os pré-embriões excedentes, quando presentes, são congelados segundo sua qualidade e potencial em produzir uma gestação. O estágio em que se realizam congelamentos embrionários varia desde zigotos (óvulo fecundado) até blastocistos, último estágio embrionário presente em laboratório de Reprodução Humana.
Mitos a respeito de más formações fetais devido ao congelamento de pré-embriões não procedem, tampouco maiores taxas de aborto.
Embora não haja garantias de que os pré-embriões sobrevivam ao processo congelamento-descongelamento, em geral essa taxa varia em torno de 60% de sobrevivência. E cerca de 30 a 40% dos tratamentos resultam em gestação.
CONGELAMENTO DE GAMETAS
SÊMEN
À parte do Banco de Sêmen, que é uma opção para determinados pacientes, o IBRRA em associação com o Banco de Sêmen do PRO-SEED de São Paulo oferece a possibilidade do congelamento de sêmen.
O tratamento é indicado para casais cujo parceiro não poderá estar presente na clínica no dia da punção ovariana, assim como pacientes que necessitem congelar o sêmen devido a uma doença e/ou tratamento que coloque em risco o potencial reprodutivo do homem – como quimio ou radioterapia. É também a opção mais indicada nos casos em que se realiza uma biópsia testicular à procura de espermatozóides. Encontrar espermatozóides móveis em uma biópsia testicular significa congelá-los, visto sua grande importância.
Assim como ocorre com o congelamento de pré-embriões, congelar sêmen não significa nenhum risco à descendência, nem abortos ou enfermidades.
ÓVULOS
Seguindo os avanços tecnológicos da medicina reprodutiva nos principais centros de reprodução humana do mundo, o Instituto Brasileiro de Reprodução Assistida realiza o congelamento/vitrificação do óvulo e tecido ovariano, embora os resultados com essa técnica ainda sejam bastante limitados.
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