As técnicas atuais fazem com que pacientes com baixo número de espermatozóides possam conceber sem a necessidade de recorrer a um banco de sêmen, e recorram à Inseminação Artificial com sêmen doado. É o tratamento indicado para pacientes sem espermatozóides no ejaculado e na biópsia testicular, pacientes que apresentam doenças hereditárias com risco de transmissão aos filhos ou mesmo a mulher sem parceiro que deseja a maternidade.
O Instituto Brasileiro de Reprodução Assistida em associação com o Banco de Sêmen do PRO-SEED de São Paulo oferece um banco de sêmen estritamente controlado quanto a doenças transmissíveis, por meio de sistemáticas análises sangüíneas, entrevistas e questionários, a fim de se excluírem doações de sêmen de pacientes que apresentam doenças hereditárias. São descartados inclusive os pacientes que têm parentes mais próximos com doenças hereditárias.
Uma vez doado, o sêmen permanece "intocado" por um período de seis meses, quando o doador é submetido a novos exames que, se normais, autorizam a utilização do material. É importante ressaltar que, apesar do estrito controle do sêmen doado, determinadas doenças se apresentam tardiamente sem possibilidade de sua detecção, já que os doadores de sêmen possuem idade entre 18 e 29 anos.
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