Polipo endometrial o que é
14 de maio de 2018

Pólipo endometrial: o que é e como afeta a fertilidade?

Você sabe o que são “pólipos”? Muitas pessoas acham que pólipos são tumores, mas não é isso. Os pólipos uterinos são lesões em relevo localizadas na superfície interna da cavidade uterina. Eles são formados a partir da proliferação anormal de células do tecido endometrial. Essas formações de projeções anormais, que normalmente possuem consistência amolecida e corpulenta, com a aparência similar de uma verruga.

Na pós-menopausa, cerca de 70% dos pacientes com pólipo endometrial são assintomáticas, e só descobrem a disfunção por exames ginecológicos de rotina ou quando apresentam problemas relacionados à fertilidade. Mas, o que é pólipo endometrial e como ele interfere na fertilidade? Essas são as principais dúvidas das mulheres que recebem o diagnóstico. Falaremos sobre isso logo a seguir.

O que é pólipo endometrial?

Bem, o que caracteriza o pólipo endometrial é o fato dele surgir e se instalar na mucosa do endométrio (tecido que reveste a parede do útero camada interna do órgão). Normalmente, possuem aparência lisa, regular e com pouca vascularização. Trata-se de uma doença benigna, que afeta principalmente as mulheres na pós-menopausa, ou seja, acima dos 40 anos.

Quais são as principais causas?

No geral, os pólipos uterinos  — tanto os endometriais quanto os endocervicais — não possuem causas definidas e claras, mas alguns fatores comuns entre as pacientes levam a conclusões, como:

  • A idade avançada é um fator de risco;
  • Lesões preexistentes podem causar os pólipos endometriais;
  • Condições que levaram a alterações anormais (exemplos: disfunções na tireoide e diabetes), uma vez que as células respondem a estímulos hormonais.

Como saber se tenho pólipo endometrial?

Você já sabe que, na maioria das vezes, as mulheres não desenvolvem sintomas, mas quando eles surgem, geram os seguintes transtornos:

  • Sangramento intermenstrual;
  • Cólicas menstruais fora do período de menstruação;
  • Menorragia (aumento excessivo do fluxo menstrual);
  • Sangramento pós-menopausa;
  • Sangramento durante a relação sexual;
  • Dificuldade para engravidar.

O pólipo endometrial pode afetar as chances de a paciente ter um bebê, mas a notícia boa é que existem tratamentos avançados e com altas taxas de sucesso. Vamos conhecê-los.

Como o pólipo endometrial interfere na fertilidade e quais são os tratamentos?

Os pólipos podem dificultar a implantação do embrião ao alterar a parede do útero e, ainda, afetar as pequenas aberturas na parede do útero, onde se conectam as tubas uterinas (por onde passam os espermatozoides).

O tratamento mais utilizado e conservador para a doença é a histeroscopia cirúrgica, um procedimento simples, que pode ser realizado em consultório médico por meio de anestesia local. Essa pequena cirurgia possui uma resposta positiva na maioria das pacientes, que conseguem engravidar normalmente após o período estipulado pelo médico (recomenda-se a tentativa da gravidez após pelo menos três meses) e devido acompanhamento.

Nos casos mais graves, em que a paciente já se encontra na menopausa ou não pretende mais engravidar, o médico pode indicar a histerectomia (retirada do útero). Esses casos são menos comuns e os pólipos não são tão graves como as pessoas pensam. O índice é de apenas 3% de chance de desenvolver câncer no endométrio, mas torna-se imprescindível o tratamento adequado e os exames de rotina, que podem prevenir o pior.

Agora que você já deve ter tirado suas principais dúvidas sobre pólipo endometrial, que tal ler mais sobre os outros tipos de pólipos? Confira nosso artigo “Pólipo Uterino: qual a relação com a fertilidade” e saiba mais sobre o assunto!

Dr. Bruno Scheffer

Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
Dr. Bruno Scheffer

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