Aqui,
você fica sabendo respostas para as dúvidas mais freqüentes
sobre Reprodução Humana Assistida. Mas, se por acaso sua dúvida
não for esclarecida, escreva para a gente, que teremos o maior
prazer em respondê-la: atendimento@ibrra.com.br
1. 0 que é infertilidade e qual a sua incidência?
A infertilidade é a ausência de gravidez após um ano de relações
sexuais desprotegidas, ou seja, sem uso de métodos contraceptivos.
A incidência da infertilidade está em torno de 15% a 17% dos
casais em idade reprodutiva.
2. Quando é necessário recorrer
a um ginecologista especialista em reprodução?
Quando seu ginecologista indicar, ou após um ano de relações
sexuais desprotegidas sem alcançar a gravidez. Lembre-se:
a idade feminina é um importante fator em reprodução humana,
assim como história pregressa de alguma patologia que possa
alterar a fertilidade.
3. Quais são as principais
causas de infertilidade?
As causas de infertilidade conjugal podem ser divididas em
masculinas e femininas, sendo que cada uma delas corresponde
a 45%. Os outros 10% são representados pelos casos em que
não é possível estabelecer um diagnóstico - Esterilidade Sem
Causa Aparente (ESCA). As causas femininas podem ser divididas
em peritoneal, tubárea, ausência de ovulação, uterina, cervical,
endometrial e imunológica.
Quanto à infertilidade masculina, as principais causas são
a oligospermia (baixo número de espermatozóides), astenospermia
(baixa motilidade), teratospermia (pequeno número de espermatozóides
com forma normal) e azoospermia (ausência de espermatozóides
no ejaculado).
É importante ressaltar que todas as causas de infertilidade
podem vir associadas.
4. Há relação entre a idade
do homem e a infertilidade masculina?
Apesar da idade feminina interferir mais significativamente
na fertilidade, os dados atuais demonstram claramente que
a idade masculina interfere de forma negativa na qualidade
e quantidade de espermatozóide.
5. A incidência de casais inférteis
está aumentando?
Sim, devido principalmente ao comportamento feminino e masculino,
já que muitas mulheres têm optado por atrasar a gestação,
e ao efeito do meio ambiente (stress, tabagismo, alcoolismo
e anabolizantes) sobre a fertilidade humana
6. O que é uma clínica de
reprodução humana assistida?
É um centro especializado no tratamento de casais que estão
apresentando dificuldade para engravidar.
7. Quais são os principais
exames que devem ser realizados para se diagnosticar o estado
de infertilidade?
Os casais que, após um ano de relações sexuais desprotegidas,
não alcançam a gestação, encontram-se no quadro de infertilidade.
Os exames são utilizados para determinar qual ou quais os
fatores estão alterando a fertilidade daquele casal. É muito
importante ressaltar que não é necessário realizar um número
excessivo de exames para se dar um diagnóstico de infertilidade.
Para o fator masculino, de 1 a 3 espermogramas são suficientes
para o diagnóstico inicial. No caso do fator feminino, é importante
avaliar a permeabilidade das trompas e cavidade uterina (revestimento
interno - endométrio), o que é feito por meio de histerosalpingografia
(Raio X contrastado das trompas e útero), ultra-sonografia
e a histeroscopia. Para a avaliação do fator ovulatório, devem
ser realizados exames hormonais em dias específicos do ciclo
menstrual. Os mais importantes são Prolactina, TSH, FSH, LH,
Estradiol, Progesterona e o hormônio anti-mulleriano. Em casos
específicos, outros exames mais complexos podem se fazer necessários.
8. Quais os fatores devem ser
levados em conta para definir o tratamento?
Vários, desde a idade feminina e o tempo de infertilidade,
até a história pregressa do casal, entre outros.
9. Quais as chances de se
obter gravidez por tentativa?
Isso depende de vários fatores. De um modo geral, com a técnica
ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides), obtém-se
uma taxa de até 52% por tentativa entre mulheres com menos
de 35 anos de idade. Trata-se de um número excepcional, porque
é preciso se levar em conta que a taxa de fecundação natural,
entre casais sem problemas de fertilidade, não ultrapassa
os 20% ao mês. Na média geral das pacientes, independentemente
da faixa etária ou do problema que originou a dificuldade
de engravidar, o índice de sucesso da fertilização in vitro
com ICSI chega a 35% por tentativa. A chance de se engravidar
por uma inseminação artificial é de 25%; por FIV (Fecundação
in Vitro), entre 45% e 50%; e, no caso de doação de gametas,
em torno de 65%.
10. Quais são os riscos que
a paciente corre ao ser submetida a um tratamento de reprodução
assistida?
Os dois principais são a gestação múltipla e a síndrome de
hiperestímulo ovariano, uma resposta suprafisiológica do ovário
à estimulação. O risco de complicações nesse procedimento
é muito pequeno, em decorrência dos cuidados e precauções
tomados durante todas as fases de tratamento. Todo o processo
é realizado na própria clínica, em ambiente de máxima assepsia
e sob rigorosos controles de qualidade.
11. Qual a chance de ocorrer
gestação múltipla?
Depende da qualidade e do número dos pré-embriões transferidos.
A chance de ocorrer gestação múltipla aumenta com esse tipo
de tratamento, porque geralmente se transfere mais que um
pré-embrião por ciclo. Mas, com a melhora na qualidade dos
pré-embriões que obtemos, é possível transferir um número
menor de pré-embriões, com a mesma taxa de gravidez e menos
risco de gravidez múltipla. Em nossa clínica, 80% das gestações
são únicas.
12. O que se pode fazer para
evitar a gestação múltipla em casos de reprodução humana assistida?
Transferir apenas um pré-embrião.
13. A chance de ocorrerem más
formações congênitas aumenta com a fertilização assistida?
Não. Pelo contrário, teoricamente diminui, pois somente serão
transferidos pré-embriões de boa qualidade. Mas não é possível
garantir a não transmissão de enfermidades hereditárias. Apenas
para evitar transmissão de patologias ligadas ao sexo, utilizamos
o diagnóstico pré implantacional, no qual é retirada uma célula
do pré-embrião e são analisados seus cromossomas além dos
casos de falhas de implantação, aborto de repetição, idade
materna avançada e alteração espermática severa.
14. Os medicamentos utilizados
para o tratamento apresentam algum efeito colateral?
Quando usadas corretamente, as medicações para estimular a
produção de óvulos não trazem riscos à paciente. No caso de
ocorrer algum efeito colateral, como dor de cabeça e náuseas,
e esses efeitos forem mais severos, a situação é imediatamente
revertida para evitar qualquer dano à paciente. Em todo o
caso, podem ocorrer sintomas moderados de hiperovulação num
número reduzido de pacientes, sintomas esses perfeitamente
controláveis.
15. Qual é a duração de um
ciclo de tratamento?
Um ciclo de tratamento de Fertilização "In Vitro"
dura em média 25 a 30 dias, dos quais apenas nos últimos 7
a 8 dias a paciente deverá vir quase diariamente à clínica
para o controle do crescimento folicular. Após o procedimento,
a paciente fica sabendo se está grávida em 12 ou 14 dias,
por meio da dosagem de Beta-HCG no sangue, 12 dias após a
transferência dos pré-embriões. Se o resultado for duvidoso,
é necessário repetir o exame após dois dias.
16. Fatores psíquicos (psicológicos)
podem ser causadores da infertilidade?
Fatores psíquicos que alteram a qualidade de vida e a harmonia
do casal, interferindo no comportamento conjugal, poderão,
sim, afetar a fertilidade do casal.
17. Existe "infertilidade
psicológica"?
Não.
18. Os casais que se submetem
às técnicas de reprodução assistida necessitam de ajuda psicológica?
Nem todos os casais necessitam, embora o apoio psicológico
por uma equipe especializada seja muito importante.
19. Como funciona o acompanhamento
psicológico durante o tratamento feito no Instituto?
Durante o tratamento, serão realizadas entrevistas com o casal,
visando o acolhimento e o esclarecimento de suas dúvidas e
expectativas, inerentes ao processo de fertilização assistida.
Cada casal, na intimidade do seu núcleo familiar, com sua
história própria, será acompanhado nesta singularidade.
20. As mulheres que menstruam
mais cedo tornam-se menos férteis mais cedo também?
Não.
21. As técnicas de reprodução
assistida são eficientes quando a mulher já se submeteu
a ligação de trompas ou a vasectomia?
Sim.
22. As técnicas de reprodução
humana assistida são eficientes quando a mulher já entrou
na menopausa?
Sim. Com a doação de gametas, a chance de uma paciente engravidar
após a menopausa atinge taxas de 65%.
23. As técnicas são aplicáveis
em pessoas com deficiência física?
Claro. Nosso instituto até oferece instalações adaptadas para
pacientes com deficiência física.
24. Os tratamentos para infertilidade
são dolorosos?
A histerosalpingografia, um exame para avaliar a permeabilidade
tubárica, é dolorosa; mas o tratamento em si, geralmente,
não é doloroso. Para a coleta dos óvulos, utilizamos uma sedação
consciente para que a paciente não sinta nada.
25. Os tratamentos para a infertilidade
são caros?
Sim, devido aos custos dos medicamentos e à aparelhagem altamente
complexa.
26. A saúde pública brasileira
financia os medicamentos?
Não.
27. Quais são as maiores preocupações
dos casais receptores de óvulos ou espermas doados?
A origem desses gametas.
28. Quem pode doar sêmen e
óvulos?
Inicialmente, qualquer pessoa, embora em 95% dos casos os
doadores não cumpram as normas.
29. A doação e a recepção de
óvulos ou sêmen são completamente anônimas?
Sim, e sem caráter comercial.
30. O doador recebe algum tipo
de retorno econômico?
Não.
31. Pode-se escolher o sexo
do filho?
Não, a não ser que essa escolha seja necessária para evitar
a transmissão de doenças ligadas ao cromossoma sexual, como
no caso de hemofilia, distrofia muscular de Duchenne e atraso
mental ligado ao cromossoma X.
32. Características físicas,
como altura, tipo de cabelo, cor da pele, dos cabelos e
dos olhos, podem ser escolhidas durante o tratamento?
Não. Os profissionais responsáveis pelo tratamento utilizam
gametas de doadores com grupo sangüíneo e características
físicas semelhantes aos receptores.
33. Há muitas diferenças nas
legislações de distintos países quanto à reprodução assistida?
Sim.
34. A lei brasileira está avançada
em relação a esse assunto?
Não.
35. A lei brasileira permite
que mulheres sem parceiros recorram a esses métodos de reprodução?
Sim.
36. São permitidas no Brasil
as mães de aluguel? E em outros países?
No Brasil, é permitido o útero de substituição desde que quem
gera seja parente de primeiro grau - mãe ou irmã. Em alguns
outros países, o procedimento é permitido.
37. O que é feito com os pré-embriões
restantes quando um tratamento é efetivado e o casal não deseja
mais gestações?
Todo casal, antes de iniciar um tratamento, por meio de um
consentimento informado, expressa sua vontade neste sentido.
38. O congelamento de pré-embriões
é permitido no Brasil? E em outros países?
Sim.
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