Glossário
com termos de infertilidade
Fonte: Cláudia Collucci/Equilíbrio - Folha Online (http://www.folha.uol.com.br)
A
Amenorréia: Ausência de menstruação.
Análise de Sêmen: Análise do sêmen para o número de espermatozóides,
aparência (morfologia), motilidade, volume e viscosidade.
A presença de infecções bacterianas ou espermatozóides imaturos
podem ser excluídas.
Anovulação: Falta de ovulação.
Aspiração de Espermatozóides do Testículo ou Epidídimo (TESA):
Procedimento cirúrgico onde o testículo ou epidídimo sofrem
biópsia com a proposta de se obter espermatozóides para ICSI.
Útil em homens com vasectomia, obstruções, azoospermia ou
reversão de vasectomia sem sucesso.
Astenospermia: Baixa motilidade dos espermatozóides.
Azoospermia: Completa falta de espermatozóides.
B
Banco de sêmen: Espermatozóides congelados ou criopreservados
são armazenados para uso em inseminação artificial ou em situações
de doação de sêmen.
Biópsia Endometrial: Células de revestimento do útero são
obtidas por um procedimento (feito até mesmo no consultório)
para determinar diretamente os efeitos hormonais. Uma taxa
inadequada de progesterona pode levar a uma condição conhecida
como deficiência da fase lútea e infertilidade ou abortos
recorrentes.
Biópsia Testicular: Remoção de uma pequena amostra de tecido
testicular para examinar a presença de espermatozóides desenvolvidos
e sua produção.
Blastocisto: Fase do desenvolvimento do embrião, também chamado
de embrião pré-implantacional. Será implantado na mulher após
6-7 dias da fertilização.
Bromocriptina: Droga usada para tratar anormalidades de elevação
nas taxas de prolactina (hormônio da hipófise responsável
pela produção do leite materno) que podem resultar em infertilidade
e amenorréia. Prolactina pode ser super-produzida em casos
de tumores hipofisários, como efeito colateral de vários medicamentos,
traumas na parede do peito e implantes de seios.
C
Cariótipo: Avaliação dos cromossomos para número, tamanho
e forma. Anormalidades podem gerar abortos recorrentes, amenorréia
primária e baixo número de espermatozóides.
Cavidade Peritoneal: Cavidade abdominal.
Citrato de Clomifeno: 1) Uma droga comum no tratamento da
infertilidade, que funciona ligando-se aos receptores de estrógeno,
bloqueando-os e "enganando" o cérebro, que "pensa"
que não há mais estrógeno. Isto resulta em uma maior secreção
de FSH pela hipófise, o que estimula células especializadas
no ovário a produzir estrógeno. A taxa de gêmeos nesses casos
é de aproximadamente 10% devido aos altos níveis de FSH, o
que gera mais óvulos. 2) Droga para o tratamento de fertilidade,
comumente prescrita para mulheres, mas também pode ser prescrita
para homens com baixa qualidade de espermatozóides. Infelizmente,
funciona apenas em 40% dos casos.
Clamídia: Bactéria que causa uma doença sexualmente transmissível
(DST) que pode levar a obstrução das tubas uterinas, impedindo
a fertilização do óvulo. É responsável por mais de 50% das
doenças inflamatórias pélvicas.
Corpo Lúteo: Responsável pela produção de progesterona no
ovário após a ovulação. Isto ajuda a preparar o revestimento
uterino (endométrio) para a implantação do embrião. Ele surge
como um cisto no ovário e regride se a gravidez não ocorre.
Caso ocorra, ele continua a produzir progesterona durante
10 a 12 semanas de gravidez. Depois, a placenta assume a produção
de progesterona.
Criopreservação: Processo de preservação de pré-embriões ou
espematozóides e óvulos por congelamento.
Criptorquidia: Condição em que os testículos não desceram
para a bolsa escrotal, localizando-se em outra região.
D
Deficiência da Fase Lútea: A camada de revestimento uterina
(endométrio) falha em seu correto desenvolvimento após a ovulação
e não tem a capacidade de fixar o óvulo fecundado. Esta condição
é tratada com progesterona ou com medicamentos indutores de
ovulação.
Doação de Sêmen: Espermatozóides que foram doados (de doador
conhecido ou não) usados em homens sem espermatozóides ou
com quantidade muito baixa.
Doença Inflamatória Pélvica (DIP): Infecção do trato reprodutivo
superior (por gonorréia, clamídia) incluindo as tubas uterinas
(salpingite), ovários (ooforite), útero (endometrite) que
ascende do trato reprodutivo baixo (vagina). Se não tratada,
pode causar infertilidade.
E
Ejaculação Retrógrada: É uma condição clínica em que os espermatozóides
não são ejaculados para a direção normal (ou seja, para fora
do corpo) e reflui para a bexiga urinária. Isto pode ocorrer
apesar da sensação de ejaculação. Pode ser devida a uma variedade
de razões: diabetes, lesões cirúrgicas nos nervos da bexiga
urinária, efeitos colaterais de várias drogas incluindo anti-hipertensivos
como alfa bloqueadores. A exposição à urina é altamente tóxica
aos espermatozóides! Alcalinização da urina com bicarbonato
de sódio pode ajudar a proteger os espermatozóides.
Eletroejaculação: Estimulação elétrica dos nervos que controlam
a ejaculação, usada para obter sêmen de homens com lesão da
medula espinhal.
Endometriose: Presença de tecido semelhante ao endométrio
fora de sua sede habitual, isto é, a cavidade uterina. Usualmente
são encontradas células na cavidade peritoneal, ovários, tubas
uterinas, bexiga, ureter, reto e vagina. É responsável por
20 a 30% de casos de infertilidade duradoura, geralmente em
mulheres com mais de 25 anos de idade.
Epidídimo: Coleção de tubos que armazenam espermatozóides
logo após sua saída dos testículos, mas antes de entrar no
ducto ejaculatório (vas deferens). Os espermatozóides amadurecem
aqui e adquirem motilidade e potencial para fertilização.
Espermatozóide: Gameta reprodutivo masculino.
Estrógeno: Hormônio esteróide produzido pelos ovários desde
o início da puberdade até a menopausa.
F
Fertilização: Penetração do espermatozóide no óvulo, originando
o embrião.
Fertilização in vitro (IVF): "Bebê de proveta";
técnica usada em mulheres com tubas uterinas bloqueadas, endometriose,
infertilidade sem explicação ou infertilidade causada por
fatores masculinos. Drogas são utilizadas para maturar múltiplos
óvulos, que então são removidos do ovário e colocados in vitro
(proveta) na presença de espermatozóides. A fertilização ocorre
fora do corpo. Existem variações deste método para se adaptar
às diversas religiões ou crenças.
Fímbrias: Porção final das tubas uterinas que ajuda na captação
do óvulo para o ovário após a ovulação.
Fimbrioplastia: Procedimento cirúrgico que abre uma constrição
da porção final das tubas uterinas.
Folículo: Estrutura preenchida de líquido localizada na superfície
do ovário na qual o óvulo em maturação (oócito)cresce. O folículo
produz estrógeno até a liberação do óvulo e depois transforma-se
no corpo lúteo e secreta progesterona.
G
Gametas: Células reprodutivas; óvulos (oócitos) na mulher
e espermatozóides no homem.
Gônada: Ovário (na mulher) ou testículo (no homem).
Gonadotrofinas: Hormônios (FSH , LH ou hCG) que estimulam
os ovários ou os testículos. Podem ser administrados na forma
de injeção para estimular a ovulação. Só devem ser usados
sob orientação médica.
Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG): Hormônio secretado pelo
embrião, mantendo a função do corpo lúteo quando a gravidez
ocorre. É também usado como o LH, para induzir a ovulação.
Gonadotrofina Humana Menopausal (hMG): FSH e LH extraídos
da urina de mulheres menopausadas e então injetados para estimular
a ovulação.
Gonorréia: Doença sexualmente transmissível que pode causar
inflamação dos órgãos reprodutivos tanto no homem, quanto
na mulher, resultando em infertilidade.
Gravidez Ectópica: Gravidez que ocorre fora do útero, mais
freqüentemente nas tubas uterinas.
H
Hiperprolactinemia: Super-produção de prolactina, O hormônio
responsável pela produção do leite materno. Pode ser tratado
com bromocriptina (nome genérico) e outros medicamentos.
Hipófise: Glândula mestre situada na base do cérebro. Secreta
FSH, LH, prolactina e TSH (Hormônio Tireóide Estimulante).
Hipospádias: Anormalidade estrutural do pênis que possui sua
abertura em um local diferente do normal (comumente no ventre
do pênis).
Hipotálamo: Área no cérebro responsável pela liberação de
GnRH (bem como de outros hormônios liberadores).
Histerosalpingografia: Um líquido especial (que aparece no
Raio-X) é injetado dentro da cérvice e preenche a cavidade
uterina e as tubas. Caso as tubas não estejam bloqueadas,
o líquido vai espalhar-se pela cavidade abdominal, indicando
que as tubas estão abertas. A cavidade uterina também pode
ser examinada verificando a presença de pólipos ou lesões.
Histeroscopia: O histeroscópio é inserido dentro do útero
através da cérvice pela vagina, visualizando diretamente o
interior do útero. Remoção de tecidos feridos, pólipos ou
outras afecções pode ser feita por este método sem a necessidade
de cirurgia abdominal.
Hormônio Anti-mulleriano: Hormônio utilizado como marcador
de qualidade e quantidade de folículos -reserva ovariana.
Hormônio Folículo Estimulante (FSH): No caso dos homens, hormônio
hipofisário que estimula os testículos a auxiliar na maturação
dos espermatozóides. No caso das mulheres, uma gonadotrofina
(hormônio da hipófise) que estimula a produção de estrógeno
nos ovários e a maturação do oócito.
Hormônio Liberador de Gonadotrofina (GnRH): Hormônio do hipotálamo
(região do cérebro) que estimula a glândula hipófise a liberar
LH e FSH. É utilizado na fertilização in vitro para prevenir
que o corpo faça ovulação simultânea ao tratamento. É também
utilizada para tratar endometriose.
I
Implantação: Processo pelo qual o óvulo fertilizado (zigoto)
se fixa na parede uterina (endométrio).
Impotência: Incapacidade de manter a ereção.
Indução da Ovulação: Medicamentos ou hormônios (como as gonadotrofinas)
são utilizados para estimular os ovários a produzir estrógeno
e induzir a ovulação. É utilizada em casos de ovário policísticos,
oligomenorréia, endometriose e infertilidade de causa masculina.
Infertilidade Primária: Infertilidade em pessoas que nunca
tiveram filhos.
Infertilidade Secundária: Infertilidade em pessoas que já
foram férteis.
Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI): Processo
em que um espermatozóide é injetados no interior do óvulo
usando um equipamento de micromanipulação. Técnica muito útil
em situações onde há uma quantidade muito baixa de espermatozóides
ou quando eles não são capazes de fertilizar.
Inseminação Artificial: Espermatozóides selecionados são colocados
dentro do útero utilizando um catéter especial.
Inseminação Intrauterina: Espermatozóides são depositados
diretamente no útero usando diversos catéteres especiais.
In-Vitro: Expressão em latim que significa "no vidro".
Refere-se ao termo em Inglês "IVF" ou fertilização
in vitro, ocorrendo em um tubo de vidro de laboratório chamado
"proveta", ao contrário do que ocorre no corpo humano.
L
Laparoscopia: Técnica microcirúrgica pouco invasiva que consiste
em passar um tubo fino iluminado de 5 a 10 mm de diâmetro
através da parte inferior do abdômen, permitindo visualizar
diretamente os ovários, útero, tubas uterinas e cavidade peritonal.
Vários procedimentos microcirúrgicos e a laser podem ser feitos
utilizando-se a laparoscopia.
Laparotomia: Incisão ("corte") cirúrgico realizado
através do abdômen, de aproximadamente 4 a 6 polegadas de
extensão, que permite a direta vizualização das estruturas
reprodutivas.
Lavagem de Sêmen: Diluição de amostra de sêmen previamente
à inseminação para remover uma substância chamada prostaglandina
do sêmen, que causa contração do útero. Pode também ser usado
para remover outras alterações do sêmen.
M
Menopausa: Fim do ciclo menstrual. Ocorre quando não há mais
oócitos nos ovários.
Microcirurgia: Fina e delicada cirurgia que requer ampliação
utilizando-se um microscópio. É utilizada para religar (recanalizar)
tubas uterinas ou ductos deferentes após cirurgia de esterilização
ou para tratar tubas uterinas obstruídas.
Muco Cervical: A abertura do útero para a vagina é chamada
de cérvice. Ela produz um muco que normalmente é espesso,
mas se "afina" durante o período de ovulação, possibilitando
a passagem dos espermatozóides da vagina para o útero e sua
sobrevivência.
O
Oligoastenospermia: Baixa quantidade de espermatozóides e
com baixa motilidade.
Oligomenorréia: Intervalo entre ciclos menstruais de 6 semanas
a 6 meses. Comum no início da menstruação em meninas. Associada
com ovários policísticos e com infertilidade.
Oligospermia: Quantidade menor que 20 milhões de espermatozóides.
Oócito: Ovo ou óvulo que é produzido no ovário.
Ovários: Par de glândulas sexuais femininas onde os óvulos
são armazenados e onde estrógeno e progesterona são produzidos.
Ovário Policístico: Ocorre um desbalanço hormonal, resultando
em falta de ovulação, ciclos menstruais irregulares e infertilidade.
Tem uma aparência característica ao exame de ultrassom, de
pequenos cistos no ovário.
Ovodoação: Processo de doação de óvulos ou pré-embriões para
pacientes que perderam seus ovários, que tem falência ovariana
prematura, ou idade avançada, para poder auxiliar no processo
de gravidez.
Ovulação: Liberação de um oócito do ovário, normalmente ocorrendo
no meio do ciclo menstrual.
P
Percoll: Gradientes de densidade são criados e então os espermatozóides
são centrifugados e lavados para ajudar a separar os mortos,
imaturos e os com baixa motilidade.
Progesterona: Hormônio esteróide secretado pelo ovário após
a ovulação, para preparar a camada do útero (endométrio) para
a implantação.
Prolactina: Hormônio da hipófise que estimula a produção de
leite materno.
Próstata: Glândula masculina que produz parte do fluído que
transporta os espermatozóides. Infecções podem reduzir a qualidade
dos espermatozóides (prostatite).
Proveta: Tubo de vidro de laboratório onde é feita a fertilização
artificial (fertilização in vitro).
S
Salpingostomia: Intervenção cirúrgica para criar uma nova
abertura no fim das tubas uterinas bloqueadas.
Sêmen: Fluído que confere nutrientes e transporte para os
espermatozóides. É produzido na vesícula seminal, próstata
e glândulas adjacentes à uretra.
T
Temperatura Corporal Basal: Temperatura da mulher logo após
acordar pela manhã. Um pequeno aumento desta temperatura ocorre
no meio do ciclo menstrual, ajudando a prever a ovulação.
É um método muito popular, mas é impreciso.
Teratospermia: Espermatozóides com forma anormal.
Teste pós-coito: O muco cervical é examinado dentro de 12
horas após uma relação sexual no meio do ciclo menstrual.
São pesquisados o número de espermatozóides e a qualidade
do muco.
Testosterona: Hormônio andrógeno produzido nos testículos
que afeta a produção de espermatozóides e as características
sexuais do homem.
Transferência Intra-uterina de embriões: Transferência de
embriões resultantes de fertilização in vitro para a cavidade
uterina da mulher.
Transferência Intra-tubária de Gametas (GIFT): Uma variação
do processo de fertilização in vitro, que requer laparoscopia.
Após a coleta dos oócitos, eles são misturados com espermatozóides
e utilizando-se de um catéter, são colocados - utilizando
um laporoscópio - nas tubas uterinas. Então ocorre a fertilização
dentro do corpo da mulher (in vivo), ao contrário do que ocorre
na proveta (in-vitro). Em desuso.
Tubas uterinas: Par de estruturas cilíndricas que ligam o
útero à área dos ovários. A fertilização ocorre neste local.
A obstrução das tubas é uma das causas mais comuns de infertilidade.
V
Varicocele: Dilatação anormal ou torção das veias que drenam
o sangue dos testículos de volta para o coração. É mais freqüente
do lado esquerdo. Pode levar a uma produção reduzida de espermatozóides
por um aumento da temperatura das células produtoras de espermatozóides,
decorrente de baixa fluxo de sangue e oxigenação ou pela mudança
na concentração hormonal.
Vas Deferens (ducto deferente): Tubo que carrega espermatozóides
do epidídimo ao ducto ejaculatório do pênis.
Vasectomia: Esterilização do homem feita por uma cirurgia
que remove parte dos ductos deferentes.
Vasograma: Exame de raio-x dos dutos deferentes para verificar
obstruções.
Z
Zigoto: O pré-embrião fertilizado formado pela fusão do óvulo
com o espermatozóide. |