O Envolvimento do Psicólogo na Reprodução Assistida
26 de julho de 2017

O Envolvimento do Psicólogo na Reprodução Assistida

O desejo de ter filhos faz parte da história subjetiva de cada um e ao se deparar com as dificuldades na reprodução o sujeito vê-se imerso em sentimentos que não consegue distinguir, um misto de frustração, impotência, desmerecimento, um profundo sofrimento emocional. Não é anormal que a rotina das pessoas que desejam ter um filho seja totalmente absorvida pela ideia da gestação, não sobrando espaço para o trabalho, para o relacionamento pessoal ou social, podendo se tornar um sofrimento no lugar da busca da realização de um desejo.

O psicólogo nesse universo novo do casal

O psicólogo envolvido no processo de Reprodução Assistida está imerso em reflexões e questionamentos que permeiam a singularidade de um sujeito em fase da criação de uma nova identidade. Um universo novo que envolve a vida de alguém que deseja tornar-se mãe ou pai, e a intervenção de uma equipe médica que apesar de coadjuvante tem uma função importante para a realização de um desejo tão intenso.

A função do psicólogo nesta jornada é fornecer um ponto de apoio emocional, um campo neutro onde se fala de emoções sem medo, sem julgamentos, um lugar onde as ideias se materializam sem o olhar crítico do outro. Um espaço de escuta imparcial, de elaboração das angustias e dos temores causados por um tratamento tão invasivo. O lugar do psicólogo é o da criação de um espaço de reencontro do sujeito consigo mesmo, dando um sentido novo para sua vida e desta forma ampliar seus objetivos e se sentir seguro para seguir seu tratamento e encontrar resultados.

Impactos psicológicos da mente no tratamento

Tendo em vista que o corpo e o psíquico são instâncias que funcionam em conjunto, podemos pensar que não existe tratamento para FIV o sem uma dose grande de ansiedade. Os fatores psíquicos produzem fortes impactos sobre a vida do casal tanto durante quanto depois do tratamento para fertilização. O objetivo da escuta psíquica é trazer a luz a história subjetiva de cada pessoa, os conflitos vividos durante o tratamento de fertilização e os impactos na vida de cada um que passa por esse processo.

Terapia em Grupo Ibrra

O grupo psicoterapêutico funciona como uma rede de trocas de experiências entre casais e tentantes mediada por um psicólogo. No grupo as angustias são diluídas entre os participantes, a socialização das falas de cada participante e a escuta do outro promove a construção de sentimentos novos e favorece o autoconhecimento. A troca de experiencias promove a sensação de participar de um grupo com as mesmas características e com o mesmo objetivo, humanizando as emoções advindas de cada participante.

A experiência de participar de um grupo terapêutico tem reflexos não só no tratamento para fertilização como para os resultados deste na vida de cada participante, enriquecendo os conhecimentos pessoais e viabilizando a vivencia do desejo e das limitações de cada um.

Autora – Áurea Nascente Junqueira Reis
Psicóloga CRP 06/70557

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Dr. Bruno Scheffer

Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
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