Hormônio Anti-Mulleriano: novo marcador de reserva ovariana
A razão da dosagem do hormônio folículo estimulante (FSH), inibina B (InbB) e estradiol (E) no terceiro dia do ciclo menstrual é essencialmente baseada na habilidade do folículo antral precoce de produzir InbB e E em resposta ao FSH. O valor da dosagem desses marcadores varia de acordo com a fase de crescimento folicular e varia com o tamanho dos folículos antrais durante a fase folicular precoce. Essas limitações podem explicar em parte a notável variabilidade dos resultados desses hormônios de um ciclo menstrual ao outro.
A concentração sérica do AMH no terceiro dia do ciclo diminui progressivamente ao longo da idade e torna-se não detectável depois da menopausa. A alteração da concentração do AMH ocorre mais precocemente que a dos outros hormônios em relação ao avanço da idade da mulher e a alteração substancial do FSH sérica ocorre somente depois dos ciclos menstruais já terem tornados irregulares. Isto sugere que a dosagem periférica do AMH é um parâmetro valioso para monitorar a exaustão folicular (insuficiência ovariana).
A relação entre a quantidade de folículo antral e a concentração sérica do AMH no terceiro dia é significativa e melhor quando comparado com o FSH, InbB e E, além da pequena variação entre ciclos menstruais do AMH. A concentração sérica do AMH durante a fase folicular precoce do ciclo menstrual reflete o número de oócitos em cada ovário, o número de oócitos recrutados após ciclos estimulados, o número de oócitos obtidos na punção folicular e relaciona positivamente com a taxa de gravidez em ciclos estimulados.
Logo a dosagem periférica do AMH é um marcador importante e interessante da reserva ovariana e do prognóstico do tratamento de infertilidade.
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