Mulher de 64 anos da a luz a bebê em BH
23 de abril de 2018

Mulher de 64 anos dá a luz em BH por meio da doação de óvulos

Uma mulher de 64 anos deu à luz uma menina no dia 12 de abril, em Belo Horizonte (MG). Depois de mais de 30 anos tentando engravidar, Norma Maria de Oliveira conseguiu graças a sua primeira fertilização in vitro (FIV) feita com doação de óvulos e esperma do marido, de 45 anos.

Ela é uma das 373 brasileiras que conseguiram engravidar após os 50 anos, segundo dados do Ministério da Saúde. Isso é possível, pois o Conselho Federal de Medicina (CFM) passou a permitir com a Resolução nº 2.121/15, que mulheres com mais de 50 anos engravidem por meio da FIV, desde que estejam saudáveis e assumam os riscos juntamente com seus médicos.

Agora Norma Maria não vê a hora de levar Ana Letícia para casa. A menina nasceu prematura de oito meses, com 1,7 quilo, e permanece no hospital apenas para ganhar peso.

Gravidez tardia é cada vez mais comum

Dados do Ministério da Saúde mostram que o número de mulheres que optaram por ser mãe após os 40 anos subiu 49,5% em vinte anos, passando de 51.603 em 1995 para 77.138 em 2015. Esse aumento de mulheres que optam por uma gravidez tardia mostra a tendência de primeiro a mulher buscar estabilidade financeira, realização pessoal ou profissional para depois se dedicar aos filhos.

A gravidez tardia costuma ser bem mais tranquila para a mulher, afinal, ela é planejada e acontece em um momento adequado financeira e emocionalmente. Mas alguns cuidados e conhecimentos são necessários. Além de ser saudável, a mulher vai precisar realizar a fertilização in vitro (FIV) com doação de óvulos de uma anônima, assim como ocorreu com Norma Maria.

Como funciona a doação de óvulos

A Doação de Óvulos é uma opção para mulheres que não tem óvulos em quantidade e em qualidade adequadas, sendo um tratamento cada vez mais frequente na Reprodução Humana.

No Brasil, a doação de óvulos pode ser feita de duas formas:

  • Doação Compartilhada: a doadora e a receptora compartilham do material biológico e dos custos financeiros que envolvem a reprodução assistida.
  • Doação Voluntária de Óvulos: uma mulher com menos de 35 anos faz uma doação anônima, sem caráter comercial.

Para a doação de óvulos é necessário seguir algumas regras. No Brasil, a Reprodução Humana é regida pela Resolução nº 2.168/2017, do Conselho Federal de Medicina, pelo Código de Ética Médica, promulgado pelo mesmo Conselho, e pela Lei n° 11.105/05, conhecida como Lei de Biossegurança.

App Rede Óvulo Doação aproxima receptoras e doadoras com o perfil ideal

Uma das maiores dificuldades para a mulher que tenta engravidar, mas não tem óvulos sadios, é encontrar uma doadora compatível. O app Rede Óvulo Doação foi desenvolvido para ampliar as oportunidades de compartilhamento de óvulos, já que fica muito mais fácil conhecer outras mulheres que possuam características semelhantes às suas.

Ao se cadastrar no aplicativo, a receptora ou a doadora cria seu perfil, informando dados genéticos, físicos, sociais e familiares e pode encontrar, ou ser encontrada, por outras mulheres, visitando e marcando como favoritos os perfis que mais gostou.

Além disso, o aplicativo Rede Óvulo Doação permite que você registre e acompanhe o seu ciclo menstrual e ainda agende sua consulta, simplificando o contato com o Ibrra. Todas as informações são sigilosas e preservam a identidade das usuárias.

A Rede Óvulo Doação está disponível para dispositivos Android e iOS e pode ser baixada pela Apple Store ou no Google Play. Faça o download e fortaleça essa rede tão importante que tem o propósito de viabilizar o seu sonho de ser mãe.

Dr. Bruno Scheffer

Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
Dr. Bruno Scheffer

COMENTÁRIOS