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Ibrra Abordagem do Casal Infértil
 

A probabilidade de um casal em idade reprodutiva engravidar naturalmente em um ciclo menstrual é de apenas 20-25%. Cerca de 95% dos casais engravidam no primeiro ano de relações desprotegidas e a taxa cumulativa em dois anos é de 97%. Portanto, como poucos casais engravidam no segundo ano, orientamos aos que se encontram no estado de infertilidade, não concepção após um ano de relações sexuais desprotegidas, que procurem seus ginecologistas ou um especialista na área, e que o homem e a mulher sejam avaliados, já que em 30% dos casos ambos apresentam um ou mais fatores causadores da infertilidade.

Em reprodução assistida, os detalhes é que fazem a diferença nas taxas de sucesso, mas, após anos de estudo da infertilidade, sabemos que vários exames e provas não apresentam valor cientifico nem prático.

Optamos, então, por uma propedêutica mais objetiva, que segue esta orientação:

Para que o casal alcance a gravidez, precisa de quatro fatores normais:

1°) Sêmen normal, que apresente uma concentração mínima de 20 milhões de espermatozóides por ml; uma motilidade de espermatozóides progressivos de 50%, uma morfologia não abaixo de 14%, uma taxa de fragmentação de DNA inferior a 20%, e uma morfologia nuclear normal. Essa avaliação deve constar de um laudo, com a avaliação do ejaculado, assim como o resultado da Recuperação de Espermatozóides Móveis (REM). Na REM, se concentram somente os espermatozóides móveis e, se multiplicarmos a concentração pela motilidade e levarmos em consideração a morfologia, aí, sim, temos o que chega até o óvulo. O primeiro passo é sempre pedir um seminograma com REM.

2°) Cavidade uterina normal, que apresente uma linha endometrial sem alterações em sua topografia. Essa avaliação é bem feita por meio de uma ultra-sonografia endovaginal e em alguns casos a  histeroscopia.

3°) Uma ou ambas as trompas perfeitas. Aqui é interessante lembrarmos que essa avaliação normalmente é feita por meio da histerosalpingografia, mas como esse exame é o único, em reprodução assistida, que incomoda a paciente, ele deve sempre ser pedido após a avaliação seminal, não fazendo com que a paciente se submeta a um exame incômodo sem necessidade, já que, dependendo do sêmen, um coito programado ou uma inseminação estariam contra-indicados.

4°) Função ovariana adequada. A idade cronológica dos ovários nem sempre é igual à idade biológica dos mesmos. Então, independente de quantos anos tem a paciente, devemos sempre avaliar a função ovariana. Na anamnese, história de ciclos regulares de 28-35 dias falam a favor de ciclos ovulatórios e função preservada. Na ultra-sonografia endovaginal, devemos checar a presença ou não de folículos pré-antrais nos ovários, já que esse parâmetro é um fator prognóstico. Completamos essa avaliação com as seguintes dosagens hormonais: Hormônio Folículo Estimulante (FSH), Hormônio Luteinizante (LH) e Estradiol (E2), Progesterona (P4), e Hormônio Anti-Mulleriano (AMH). São cruzados o resultado do FSH com o de estradiol, exames que devem ser feitos no segundo ou, no máximo, terceiro dia de menstruação (basal). Na avaliação básica, TSH, T4L e prolactina devem ser avaliados, já que esses hormônios alterados podem alterar o ciclo menstrual normal.

Seguindo normas internacionais e para podermos aconselhar os pacientes, todo casal deve ser avaliado quanto a hepatites B e C, sífilis, HIV e, no caso da paciente, sempre avaliamos rubéola e toxoplasmose.
Se você, profissional da área médica, com esses exames em mãos, tiver alguma dúvida ou mesmo quiser discutir o caso, entre em contato conosco pelo IBRRA Dia e Noite, um serviço telefônico de atendimento 24h por dia.


Rua Desembargador Jorge Fontana, 408 / 10º andar • Belvedere • BH • MG • Telefone: + 55 (31) 3286-8171  

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