Gravidez Anembrionária
8 de maio de 2018

Gravidez anembrionária: o que é e por que ela acontece?

Você já sabe que o embrião é resultado da fecundação encontro do óvulo (gameta feminino) com o espermatozóide (gameta masculino). Após a fertilização, o óvulo é convertido em zigoto, e então passa a se dividir em várias células, até receber o nome de “embrião” (normalmente na oitava semana após o encontro dos gametas). A partir disso, o embrião se fixa ao útero, ocorrendo a nidação, o sinal tão esperado pelas tentantes.

Sabendo disso, já imaginou uma gravidez anembrionária, ou seja, uma “gravidez sem embrião” ou um “ovo cego”, como muitas pessoas chamam? Pois isso é possível e ocorre, porém é uma condição ainda pouco conhecida. Logo a seguir você vai saber como se dá a gravidez anembrionária e se ela pode comprometer as chances posteriores de ter um bebê.

O que é gravidez anembrionária e como ela acontece?

A gravidez anembrionária pode ser definida quando o aglomerado de células responsável pode desenvolver o bebê não se desenvolve corretamente, causando a gravidez parcial (“ovo cego”).

Para explicar melhor: sabe a divisão celular que ocorre após a fecundação? Pois bem, uma parte das células transforma-se em placenta, saco gestacional e líquido amniótico, enquanto outra parte é responsável por formar o feto. Quando essas células responsáveis por formar o bebê não possuem o desenvolvimento correto, temos, então, a gravidez anembrionária.

Essa condição causa profunda tristeza nas mulheres tentantes, pois não costuma dar sinais, sendo diagnosticada em um exame de ultrassonografia, no primeiro trimestre da gestação — é preciso esperar até a oitava semana para confirmar a gravidez anembrionada. No exame, o saco gestacional aparece vazio, sem embrião dentro.

Lembrando que qualquer mulher pode passar por isso, mas a idade avançada é um fator de peso para alterações genéticas, como o caso do ovo cego. Já contamos para você neste artigo como a idade pode influenciar nas chances de gravidez. E isso vale para homens e mulheres, pois tanto os óvulos quanto os espermatozóides sofrem alterações com o avanço da idade e se tornam mais propensos a desencadear defeitos genéticos.

Gravidez sem embrião pode comprometer a próxima gestação?

A boa notícia é que a maioria das mulheres que já tiveram gravidez anembrionária têm gestações posteriores totalmente normais. Se você está se perguntando se existem maneiras de prevenir essa condição, saiba que a melhor maneira de evitar problemas como esse é utilizar o ácido fólico conforme orientações médicas e manter uma alimentação saudável, rica em ferro e vitaminas.

Como é feito o tratamento?

Ao realizar o diagnóstico, os médicos podem recomendar aguardar um aborto espontâneo até os índices da gravidez baixarem sozinhos. Na maioria dos casos, realiza-se curetagem ou aspiração uterina (esvaziamento uterino para o tratamento do aborto retido ou incompleto). Recomenda-se repouso e uma nova tentativa de gravidez após pelo menos três meses. Após o tratamento determinado pelo médico, a mulher passará a menstruar normalmente.
Naturalmente, se uma mulher passa pela experiência de uma gravidez anembrionária e tenta engravidar novamente, ela precisará de um médico acompanhando de perto e ciente de todo o seu histórico. Além disso, faz-se necessário um tratamento emocional, pois somente a mulher que passa por essa situação sabe como é difícil.

Nós do IBRRA acreditamos que você nunca deve desistir do seu sonho! Continue firme, cuide-se e conte sempre com profissionais que zelem pela sua saúde física e emocional. Caso queira saber sobre como podemos ajudar você a ganhar o presente mais valioso da sua vida, leia este texto.

Dr. Bruno Scheffer

Dr. Bruno Scheffer

Médico Pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Master em Reprodução Humana Pela Faculdade de Medicina da Universidade de Valência (Espanha). Especialista em Medicina Reprodutiva pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha). Editor chefe do Tratado de Reprodução Humana Assistida. Membro Editorial do Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida. Membro do European Society of Human Reproduction and Embryology
Dr. Bruno Scheffer

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